sexta-feira, 6 de outubro de 2017

NA NOVA ECONOMIA ABRANDE O SEU RITMO DE TRABALHO E VIVA MELHOR





  O mundo em que hoje vivemos mostra-se precário. Um horrendo ataque terrorista demonstra que nunca podemos estar seguros. Ele destrói a nossa confiança naquilo que é permanente e previsível. De repente, as preocupações pessoais, que eram grandes antes do ataque, parecem-nos triviais.

  Ao mesmo tempo na esfera económica, a turbulência é muito maior do que há alguns anos. O dinheiro desloca-se mais depressa. Criam-se novas empresas que florescem e, em seguida, desaparecem, num abrir e fechar do olhos. Os postos de trabalho aparecem e desaparecem. A imaginação fornece novas ideias, que logo são substituídas por outras. É cada vez maior o frenesim gerador de bolhas especulativas que depressa incham e logo rebentam. Exemplo as empresas de informática que alastraram por vários locais.

  Ideias, falatório, ruído, capitais especulativos «coisas novas», notoriedade e modas efémeras de toda a espécie redopiam à volta do mundo, congregando energias à sua passagem e dissipando-se em seguida como tornados ao chegarem a terra firme.

  A economia global parece estar em alvoroço. É provável que esteja a evoluir com uma exuberância que alguns qualificarão de irracional, porque esse surto de crescimento aumentará drasticamente, para logo cair a pique. Todavia, ao atribuirmos estas alterações comportamentais ao domínio do irracional, estamos a esquecer uma realidade fundamental: encontramo-nos perante um tipo de economia, assente em inovações rápidas e em surtos de procura. Os investidores e os consumidores não são irracionais pelo facto de se envolverem em actividades especulativas mais febris do que as anteriores, de movimentarem mais depressa o seu dinheiro, de recorrerem a um leque de opções mais amplo ou de mudarem de uma coisa para outra, a uma velocidade vertiginosa. A Nova Economia é que os convida a tal comportamento.

  A turbulência está a aumentar. Para sobreviverem todas as grandes empresas tentam transferir os riscos da incerteza para outras. Entre os destinatários dessa transferência figuram os subcontratantes mais pequenos. E os empregados? Quando a empresa é boa, os empregados sentem-se mais prósperos do que antes - as opções de compra de acções,os bónus, o preço do trabalho regular e extraordinário e os planos de participação nos lucros aumentam. Quando a empresa é má, eles sentem-se relativamente mais pobres, porque todos estes sofrem uma redução, e alguns empregados perdem os seus postos de trabalho. Deste modo, qualquer pequeno aumento ou diminuição nos lucros se repercute rapidamente na vida de um grande número de pessoas.

  Estes mesmos aumentos e diminuições fazem ricochete a nível global. As exportações e as importações de um país sobem ou descem a pique, consoante as convulsões que ocorrem no seio de um importante parceiro comercial. O capital financeiro foge de um sítio para o outro, consoante as moedas estão em subida ou em queda ou se registam lucros ou prejuízos. As oscilações registadas nos balanços das filiais no estrangeiro geram uma volatilidade que é ainda mais direccionada para a casa-mãe.

  Não é consensual que esta turbulência crescente seja justificada por maiores taxas de produtividade, por um crescimento mais rápido e por uma maior flexibilidade da economia no seu conjunto. Nem que, bem feitas as contas, esta nova economia nos proporcione uma vida melhor. Afinal, uma economia forte não é um fim em si mesma. Do mesmo modo, uma sociedade não existe para reforçar a sua economia. Uma economia devia ser avaliada pelo modo como apoia e fomenta os valores mais profundos de uma sociedade.

  O problema reside em tirar proveito da nova economia e, ao mesmo tempo, preservar ou aumentar os valores que nos são caros, como a paz de espírito, a  família e a comunidades, que hoje se encontram ameaçados. Talvez uma recessão temporária conduza a este tipo de reflexão.

  Aliás, as inquietações mais profundas desta época não são apenas de natureza económica. Prendem-se com o desgaste das nossas famílias, a fragmentação das nossas comunidades e o desafio que é manter a nossa própria integridade. Elas fazem parte integrante da economia emergente, a par dos enormes benefícios como a prosperidade, a inovação e as novas opções e oportunidades.

  O terrorismo criou outro nível de inquietação. O facto de se ter presenciado um assassínio em massa e de se saber que tal pode voltar a acontecer está a levar muita gente a reavaliar as suas prioridades. A família, a amizade e a comunidade parecem mais próximas do cerne da nossa vida do que a carreira profissional, a riqueza e a posição social.

  Encarar a luta por um melhor equilíbrio entre o que fazemos para ganhar a vida e o que fazemos com a nossa vida sob um prisma exclusivamente pessoal e privado equivale a ignorar as tendências mais abrangentes que afectam os pratos da balança. Não se trata apenas de uma opção pessoal nem de uma questão de equilíbrio individual. Trata-se igualmente de saber como é que a economia deve funcionar e como é que o trabalho deve ser organizado e recompensado.

  Trata-se de criar uma economia mais humanizada e uma sociedade mais equilibrada.


  Apesar da turbulência económica, muitos de nós vivem melhor em termos materiais do que viviam (os nossos pais) há vinte e cinco anos, mais ou menos quando surgiram algumas tecnologias em que assenta a nova economia - o micro-chip, o computador pessoal, a Internet. Mas aqui é que está o inigma fundamental. Nessa época, estávamos convencidos de que seria mais fácil, e não mais difícil, atender àqueles sectores da nossa vida que existem para além do trabalho remunerado. Contudo, na maior parte dos casos, trabalhamos hoje mais tempo e com mais frenesim do que antes, e o tempo e a energia que sobram para o resto da nossa vida estão a evaporar-se.

  Porque será? Se aquilo que fazemos para ganhar dinheiro nos proporciona uma vida decente, por que motivo é que a nossa vida pessoal está a ficar mais pobre? Os futurólogos dos anos 50 e 60 pensaram no que faríamos no século seguinte com o tempo livre de que passaríamos a dispor, graças à tecnologia. Até economistas da altura previam alegremente que, daí a um século, alguns países mais prósperos estariam oito vezes melhor na esfera económica, ao ponto de poderem optar por trabalhar apenas quinze horas por semana.
  Talvez tenham acertado quanto à probabilidade de a maioria das pessoas ter uma vida material bastante melhor, mas erraram quanto ao menor número de horas de trabalho.

  É claro que nem todas as pessoas têm uma situação material muito mais desafogada do que há vinte e cinco anos. Algumas nem sequer melhoraram. E muitas trabalham mais, porque não têm alternativa. Mas isso é que é estranho: quanto mais ricos somos, mais provável é que dediquemos mais tempo, e com mais angustia, ao trabalho, ao ponto de ficarmos obcecados se não estivermos a trabalhar.  Uma vida profissional frenética pode ou não contribuir para que vivamos melhor, mas o facto de vivermos melhor parece gerar um maior frenesim.

  Ouvimos coros de vozes que nos aconselham a abrandar. No entanto, são cada vez mais aqueles que parecem acelerar. Afirmamos ainda com mais veemência que damos valor à família. Então porque é que as nossas famílias diminuem e os laços familiares se quebram - menos filhos ou ausência de filhos, menos casamentos mais uniões temporárias, mais subcontratação de tarefas familiares a estabelecimentos que vendem comida para fora, terapeutas, psicólogos e educadores infantis? Falamos mais apaixonadamente do que nunca das virtudes da «comunidade». E no entanto as nossas comunidades estão a fragmentar-se em enclaves repletos de pessoas com níveis de rendimentos semelhantes - os mais ricos, protegidos por altos muros e portões; os mais pobres, isolados e ignorados.

  Estamos a ser atingidos por uma hipocrisia de massas? Por um delírio de massas? Provavelmente não. A maioria das pessoas parece ser sincera na sua procura de uma vida mais equilibrada. O problema é que é cada vez mais difícil atingir o equilíbrio entre GANHAR A VIDA e CONSTRUIR A VIDA, porque a lógica da Nova Economia dita que se preste mais atenção ao trabalho do que à vida pessoal.

Em suma:

  A economia emergente, com a turbulência que lhe está associada e tudo o resto, oferece oportunidades completamente novas, uma escolha cada vez maior de negócios, acordos fabulosos, bons produtos, excelentes investimentos a longo prazo e empregos fabulosos para pessoas com as aptidões e os conhecimentos certos. Na história da humanidade, nunca tantos tiveram acesso a tanta coisa com tanta facilidade.

  A tecnologia é o motor. Nas comunicações, nos transportes e no processamento de informação, as novas tecnologias que ganharam ímpeto nas décadas 80 e 90 do século passado avançam hoje a uma velocidade estonteante. Elas permitem descobrir e conseguir melhores negócios em toda a parte e mudar instantaneamente para outros ainda melhores. Estas tecnologias estão a intensificar radicalmente a concorrência entre vendedores, o que por sua vez provoca uma onda de inovação. Para sobreviver, todas as organizações são obrigadas a introduzir aperfeiçoamentos drásticos e contínuos, nomeadamente reduzindo custos, acrescentando valor e criando novos produtos. O resultado desta agitação é o aumento da produtividade produtos e serviços melhores, mais rápidos e mais baratos de toda a espécie.

  Em termos económicos, a longo prazo, tudo isto redunda inequivocamente em nosso benefício. Mas o que faz ao resto da nossa vida - àqueles sectores que dependem de relações sólidas, de continuidade e de estabilidade - é muito problemático. Não existe aqui nenhuma trama diabólica, nenhuma armadilha astuciosamente montada por empresas malévolas e capitalistas gananciosas. É tudo uma questão de lógica, pura e simplesmente.

  Quanto mais depressa a economia muda - com outras inovações e oportunidades que geram mudanças mais rápidas dos clientes e dos investidores -, mais difícil é ter confiança no que qualquer de nós vai ganhar no ano ou mesmo no mês seguinte, no que estará a fazer ou onde. Consequentemente, a nossa vida é menos previsível.

  Quanto mais forte é a concorrência, no sentido de oferecer melhores produtos e serviços, maior é a procura de pessoas com ideias e visão. E como a procura desses pessoas aumenta mais depressa do que a oferta, os seus ganhos são empurrados para cima. Todavia, é essa mesma concorrência que empurra para baixo os salários das pessoas que executam trabalho de rotina, o qual pode ser feito mais depressa e com menos custos por hardware e software, ou por trabalhadores de outras regiões do mundo.  É por isso que as disparidades salariais estão a aumentar cada vez mais.

  Por último, quanto mais amplo é o leque de opções e mais fáceis são as mudanças, menor é a dificuldade de as pessoas se juntarem a outras com o mesmo nível de instrução, riqueza e saúde, em comunidades residenciais, escolas, universidades. E é mais fácil também para elas excluírem os mais lentos, os mais pobres, os mais doentes, ou, por outras palavras, os mais desprotegidos, cujas necessidades são maiores. É por isso que a nossa sociedade está cada vez mais fragmentada.

  Em suma, as recompensas da Nova Economia paga-se com vidas mais agitadas, menos seguras, mais divergentes na esfera económica e mais estratificada no domínio social. À medida que os compradores e os investidores mudam mais facilmente para negócios mais rentáveis, menor vai sendo a nossa capacidade de atraí-los e mais teremos de trabalhar para isso.Quanto menos previsíveis forem os nossos ganhos, mais teremos de lutar pela vida. Quanto mais subirem as apostas - no sentido de uma maior riqueza ou de uma relativa pobreza - mais teremos de lutar por integrar o círculo dos vencedores e por reservar nele um lugar para os nossos filhos.

  Por todos estes motivos, quase todos nós trabalhamos mais e com maior frenesim do que há várias décadas.
  Talvez o preço a pagar valha a pena. Os negócios fabulosos estão a beneficiar todos nós, de mil e uma maneiras. Mas, embora o preço seja aceitável nos dias de hoje, continuará a sê-lo no futuro?

  É inegável que temos muitos motivos para festejar a nova economia. Apesar da turbulência e das incertezas que o caracterizam, o capitalismo triunfou em todo o mundo, e os motivos estão à vista. Os arautos da desgraça que afirmam que as tecnologias mais avançadas eliminarão postos de trabalho e lançarão na pobreza a maior parte da humanidade estão errados, ou mesmo loucos. Os isolacionistas e os xenófobos, que querem trancar as portas e reduzir o comércio e a imigração, estão desorientados, perigosamente desorientados. Os populistas paranóicos que afirmam que as empresas globais e os capitalistas internacionais estão a conspirar contra todos nós estão enganados, talvez alucinados. Nós todos estamos a beneficiar fortemente com a nova economia. Apesar dos altos e baixos, continuamos a arrecadar os lucros das suas inovações, dos seus preços mais baixos e da sua concorrência feroz.

  E no entanto... por muito extraordinário que seja a nova economia, a sua volatilidade e as inseguranças que lhe estão associadas afectam profundamente os outros aspectos da nossa vida - a nossa família, os nossos amigos, as nossas comunidades, nós próprios. Estas perdas acompanham de perto os nossos ganhos. São, de certo modo, as duas faces da mesma moeda. E tanto as perdas como os ganhos tendem a aumentar no futuro.Trabalharmos ainda mais para competir num sistema em que a competição é cada vez mais feroz; vendemo-nos com uma determinação crescente num sistema que está a transformar quase todos nós em auto promotores; separarmo-nos pela riqueza, pela educação e pela saúde num sistema em que a discriminação é cada vez mais fácil... Estes fenómenos são os motores de si próprios. Quanto mais pessoas se lhes juntarem, mais desequilibrada será a situação e mais difícil será para qualquer indivíduo escolher um caminho diferente.

  Estas tendências são verdadeiramente fortes, mas não são irreversíveis, ou pelo menos não são inalteráveis. Podemos, se assim o desejarmos reavaliar o nosso padrão de sucesso. Podemos afirmar que o valor da nossa vida não se mede em números, que a qualidade  da nossa sociedade o o nosso PNB são realidades diferentes. Podemos alterar prioridades subitamente abaladas por uma tragédia de massas, como um ataque terrorista, e reconhecer que as relações com a família, os amigos e a vida em comunidade constituem a principal razão de ser da nossa vida. Podemos, se assim o desejarmos, optar por uma vida mais cheia e equilibrada, e podemos criar uma sociedade igualmente mais equilibrada e justa. chegou o momento em que alguma coisa tem de ser feita.

  Em próximos apontamentos aqui no meu blog, tentarei explicar algumas desta tendências.


  Jorge Neves

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA COMPETÊNCIA







  Pode aumentar a sua eficiência e a sua eficácia se se tornar melhor a completar as sua tarefas.


  Uma das técnicas mais poderosas da gestão do tempo é tornar-se melhor a fazer as coisas que faz. São as suas competências principais, aquilo em que é absolutamente excelente, que determinam a sua produtividade, o seu  nível de vida e as coisa que consegue alcançar na sua área de trabalho.

  O mercado paga excelentes recompensas a trabalhadores excelentes. O seu sucesso depende disso, das coisas que consegue fazer melhor do que os outros. A sua maior responsabilidade na vida é determinar quais as coisas que pode e deve saber fazer bem e depois criar um plano para ser extremamente bom nessas áreas.

  Aqui fica uma pergunta: «Qual é a competência que, se a desenvolvesse e a desempenhasse de forma excelente, teria o maior impacto positivo na sua carreira?

  A competência mais importante em que é mais fraco determina a sua capacidade para usar as suas competências. Seja honesto consigo. Qual é a competência que o está a limitar? Qual é a competência que determina a velocidade com que completa as suas tarefas e atinge os seus objectivos? Qual é a competência, ou falta da mesma, que o está a impedir de ir mais além?

  O Princípio de Pareto, a regra dos 80/20, aplica-se às competências que limitam o seu sucesso. 80% das razões pelas quais não está a progredir como pretende são explicadas pelos 20% de competências e capacidades que lhe faltam.

  Esta regra também diz que 80% das limitações na nossa vida existem dentro de nós próprios. 80% das razões pelas quais não consegue atingir os seus objectivos tão depressa quanto desejaria são explicadas pela falta de uma competência em particular, uma capacidade ou uma qualidade.

  As pessoas com os resultados medíocres procuram sempre explicações para os seus problemas no mundo exterior. As pessoas que alcançam bons resultados olham para dentro de si. E perguntam-se sempre: «O que é que existe dentro de mim que me está a impedir de seguir em frente?»

  As pessoas bem-sucedidas procuram dentro de si próprias as respostas às suas questões e as soluções para os seus problemas. As outras pessoas procuram sempre no exterior. Quem é que você acha que encontra a solução primeiro?

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE?

  1. Identifique as suas principais áreas de resultados e as suas competências mais importantes. Quais são as coisas mais importantes que faz no seu trabalho e quão bem as faz? Dê uma pontuação de um a dez a cada uma, sendo um o valor mais baixo e o dez o mais alto, em termos de quão bom você é nessa área.

  2. Peça às pessoas à sua volta que o avaliem no desempenho das suas competências  mais importantes, também numa escala de um a dez. Quanto maior precisão conseguir com este exercício, mais fácil será concentrar-se nas competências que são mais importantes para si.

  3. Identifique a sua competência mais importante, aquela que, se a desenvolver e a desempenhar de forma excelente, tenha um maior impacto positivo na sua carreira. Seja qual for, estabeleça uma meta, faça um plano e comece a trabalhar para se tornar excelente nessa área. Ficará verdadeiramente surpreendido com a diferença que isso fará na sua carreira.


  Jorge Neves
 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA DEDICAÇÃO EXCLUSIVA






  A sua produtividade é determinada pela sua capacidade de começar a completar as suas tarefas mais importantes.

  Só é possível ter um desempenho excelente quando se concentra exclusivamente numa tarefa, a mais importante, e não a deixa enquanto não a terminar.

  Não é possível fazer tudo, mas é possível fazer aquela coisa, a mais importante, e é possível fazê-la já. É possível aumentar o seu nível de produtividade e, depois, identificar a sua tarefa mais importante.

  A dedicação exclusiva é uma das mais poderosas técnicas de gestão. Pode aumentar a sua produção em cerca de 500%. Pode reduzir em 80% a quantidade de tempo que gasta com uma tarefa - pelo simples facto de pegar nela e não a largar enquanto não esteja completada.

  Iniciar uma tarefa, depois pô-la de parte e voltar a ela várias vezes aumenta dramaticamente o tempo de que necessita para a completar. Por outro lado, pegar numa tarefa e não parar enquanto ela não esteja terminada permite-lhe alcançar muito mais num período de tempo muito mais curto. Dedicar-se exclusivamente à coisa mais importante que esteja a fazer no momento e forçar-se a terminá-la aumente substancialmente a qualidade, quantidade e valor do que está a fazer.

  Pode ter todo o talento e competências do mundo. Mas, se não se conseguir disciplinar de forma a dedicar-se exclusivamente a completar as suas tarefas mais importantes, terá sempre de trabalhar para outra pessoa. Terá sempre de ser supervisionado por alguém que se certifique daquilo que você deve fazer e quando o deve fazer.

  Além disso, cada vez que terminar uma tarefa realmente importante, sentirá uma onda de energia, entusiasmo e auto-estima. Vai sentir-se óptimo consigo mesmo. Feliz e eufórico. Como um vencedor.

  Quanto mais importante for a tarefa e quanto mais disciplinado for a completá-la, melhor se sentirá quando tiver terminado.

  Se pegar nas suas tarefas importantes e depois se concentrar exclusivamente em completá-las, acabará por desenvolver o importante hábito de «completar tarefas». Vai programar o seu subconsciente de forma a ansiar por tarefas importantes porque já sabe quão bem se vai sentir quando as completar.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Comece hoje mesmo a desenvolver o hábito de completar tarefas. Isto faz-se seleccionando as suas tarefas mais importantes, organizando-se e, depois, trabalhando de alma e coração até elas estarem terminadas. Repita isto tantas vezes quantas forem necessárias até que a dedicação exclusiva se tenha tornado um hábito bem enraizado.

  2. Identifique qual é a tarefa ou projecto mais importante que tem actualmente entre mãos. Seja qual for, ponha tudo o resto de lado até o ter completado, por mais tempo que demore.
Enquanto trabalha na sua tarefa mais importante, tudo o mais que fizesse seria uma considerável perda de tempo. Independentemente do que vá surgindo, tem a satisfação de saber que não há nada mais importante do que aquilo que está a fazer neste momento. Esta é a chave para uma alta produtividade e para o sucesso.


  Jorge Neves

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA PRESSÃO DO TEMPO






  Nunca há tempo suficiente para fazer tudo, mas há tempo suficiente para fazer as coisas mais importantes.

  Quando se encontra sob pressão para fazer um determinado trabalho num certo prazo, é forçado a ser mais eficiente do que se dispusesse mais tempo. Isto explica porque certas pessoas só conseguem trabalhar se tiverem um prazo limite.

  Diz a lei de Parkinson que o «trabalho expande-se para ocupar o tempo destinado a ele». Se tiver duas horas de trabalho para fazer e um dia inteiro para o fazer, o seu trabalho tende a expandir-se gradualmente e irá levar o dia inteiro para fazer as duas horas de trabalho.

  O inverso, contudo, também é verdade. «O trabalho contrai-se para caber no tempo que lhe é destinado.» Aproveite esta lei, estipulando prazos a si próprio e forçando-se a completar as suas tarefas antes disso. Analise o seu trabalho continuamente e concentre a sua atenção em completar no tempo previsto, senão antes, as tarefas mais importantes, aquelas que representam o maior contributo para o resultado final.

  Aqui ficam quatro perguntas que se pode fazer todos os dias para permanecer concentrado nas suas tarefas mais importante:

  1. Quais são as minhas actividades de maior valor? Quais são as coisas que faço que contribuem mais para o valor do meu trabalho?

  2. Qual é a minha principal área de resultados? Que resultados específicos fui contratado para obter?

  3. Para que é que me pagam? Porque é que pagam a alguém para fazer o tipo de coisas que faço? Quais são as tarefas que me deram para fazer?

  4. Quais são as coisas que só eu posso fazer e que, se fizer bem, farão uma diferença real? Se eu não as fizer, ninguém mais as fará. Mas se as fizer, bem, serão uma contribuição significativa para o meu trabalho e para a minha vida. Que coisas são essas?

  Para cada momento específico, existe apenas uma tarefa que representa o melhor do seu tempo. A sua missão é identificar qual é essa tarefa e depois empenhar-se a completá-la depressa e bem.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Identifique as suas tarefas principais, aquelas que representam a contribuição mais significativa que você dá à sua empresa. Complete essas tarefas antes de fazer qualquer outra coisa.

  2. Crie o seu próprio sistema para se forçar a agir. Imponha prazos limite a si próprio e depois empenhe-se em completar o seu trabalho antes disso.


Jorge Neves
 

domingo, 24 de setembro de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA PRÁTICA




  A prática contínua de uma competência vital diminui o tempo necessário para completar as tarefas e aumentar os resultados obtidos.


  Quanto mais praticar as suas competências principais, menos tempo demora a completar as suas tarefas. Quanto melhor se tornar a fazer uma determinada tarefa, mais tarefas conseguirá fazer no mesmo espaço de de tempo. Quanto mais competências desenvolver no seu trabalho, maior será a qualidade daquilo que faz e menor o tempo que leva a fazê-lo.

  Uma dactilógrafa muito experiente é capaz de escrever de cinco a dez vezes mais depressa do que uma que seja inexperiente e ainda fazer o trabalho mais bem feito. As duas dactilógrafas podem ter a mesma idade, a mesma inteligência e capacidades naturais, mas a mais rápida desenvolveu uma competência que lhe permite produzir muito mais que a outra.

  Use a «curva de aprendizagem» para aumentar substancialmente os seus resultados e a sua produtividade. Junte as suas tarefas e faça ao mesmo tempo aquelas que forem semelhantes. Quantas mais tarefas semelhantes fizer, menos tempo leva a completar as outras.

  Por exemplo, se escrever os seus relatórios ou propostas todos de seguida, torna-se mais rápido no seu trabalho. Vai levar menos tempo a escrever cada um. Se fizer as suas chamadas telefónicas todas seguidas, levará menos tempo e será mais eficiente.

  Use também a «curva da experiência» para se tornar no melhor dentro da sua área. Quanto melhor for num determinado trabalho, melhor o fará em termos de qualidade e tempo que demora a fazê-lo.

  A combinação entre a curva da aprendizagem e a curva da experiência vai torná-lo numa das pessoas mais produtivas e valiosas da sua empresa.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Seja absolutamente claro em relação às suas tarefas mais importantes, em termos de recompensas e reconhecimento que lhe trazem. Organize o seu tempo de forma a conseguir fazer mais dessas tarefas, fazendo-as juntas e completando-as mais depressa.

  2. Torne-se melhor nas competências que lhe permitem fazer o seu trabalho de forma excelente. Como é que pode melhorar o seu desempenho nas tarefas mais importantes que o seu trabalho requer?


  Jorge Neves
 
 
 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA RAPIDEZ





  A sua capacidade para actuar mais depressa que os outros pode tornar-se no seu bem mais precioso.

  O tempo é a moeda do século XXI. A sua capacidade para estabelecer prioridades e depois apressar-se a completar as suas tarefas é um dos aspectos da gestão do tempo mais valorizados hoje nos locais de trabalho.

  Desenvolva o seu «sentido de urgência». Dizem as estatísticas que apenas 2% da população tem sentido de urgência e acaba por ultrapassar toda a gente.

  As pessoas actualmente são impacientes, já nem os prazeres imediatos são suficientemente rápidos. A velocidade e o desempenho são hoje das coisas mais consideradas. Quando se ganha reputação de ser rápido no trabalho, não param as responsabilidades, oportunidades e recompensas.

  Quando quiser algo feito depressa, dê-o a uma pessoa ocupada. As pessoas ocupadas trabalham a um ritmo superior ao das outras pessoas. Fazem mais coisas no mesmo espaço de tempo. A sua missão é criar a reputação de ser a pessoa mais rápida, do seu local de trabalho. Vá para o escritório um pouco mais cedo, trabalhe mais arduamente e fique até um pouco mais tarde.

  Trabalhe em «tempo real» - despache rapidamente as pequenas tarefas urgentes. Complete-as e tire-as do seu caminho. Seja mais rápido, faça as coisas na hora. Não perca tempo. Por vezes, tudo o que precisa para o sucesso é ser mais rápido que os outros a fazer o seu trabalho.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE

  1. Arranje sempre maneira de fazer o seu trabalho mais depressa. Quais são os seus resultados principais, e como os poderia obter mais depressa?

  2. Reorganize o seu trabalho de forma a ser mais rápido a atender às necessidades do seu chefe e dos seus clientes. Encontrar uma boa maneira de despachar o trabalho mais depressa pode ser a sua maior vantagem profissional.

  3. Pense em formas de servir os seus clientes mais depressa que a concorrência. Todas as inovações actuais nos negócios e na tecnologia envolvem servir os clientes mais depressa. Faça-o. Consiga. Tente. Seja mais rápido. Já há pessoas a passar-lhe à frente.


  Jorge Neves

terça-feira, 19 de setembro de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA ALAVANCA







  Certas coisas permitem-lhe obter muito melhores resultados do que se passasse o mesmo tempo noutras actividades.


  O seu objectivo deverá ser tornar-se um sinal de multiplicação na sua própria vida. É possível aumentar a sua importância para a sua empresa e para si próprio, se escolher as actividades que podem fazer uma diferença extraordinária nos resultados que obtém.

  Um factor de multiplicação que pode usar é o chamado «ponto de intensidade». Um ponto de intensidade é algo que pode ter um enorme impacto nas actividades das outras pessoas. Por exemplo, a decisão de escolher um determinado rumo, de fazer um investimento, ou de fazer ou deixar de fazer uma determinada actividade, pode alterar as actividades de muitas pessoas e, através delas, todo o futuro de um negócio. Onde é que estão os seus potenciais «pontos de intensidade»?

  Já Arquimedes, o filósofo grego, disse certa vez: «Dêem-me uma alavanca suficientemente grande, e serei capaz de mover o mundo.» Quais das suas actividades podem servir de alavanca em que efectuam as actividades das outras pessoas e o uso de outros recursos?

  Algumas das alavancas mais comuns nos negócios são «o dinheiro», «os conhecimentos de outras pessoas» e «os esforços de outras pessoas».

  O dinheiro de outras pessoas é por exemplo aquele que pode pedir emprestado para servir de alavanca nas suas actividades empresariais, para comprar ou vender em maior quantidade do que seria capaz se estivesse limitado pelas suas próprias finanças. Esta é a principal razão de se usarem linhas de crédito nos negócios e nos investimentos. A sua capacidade para ter acesso ao dinheiro de outras pessoas pode ser um factor fundamental do seu sucesso.

  Os conhecimentos de outras pessoas também podem servir de alavanca. A sua capacidade de utilizar os conhecimentos e a experiência de outras pessoas para colher a informação e as ideias de que precisa permite-lhe impulsionar os seus recursos e obter melhores resultados do que aqueles que tentam fazer as coisas sozinhos.

  Os esforços das outras pessoas referem-se  ao tempo e à energia que pode adquirir ao recrutar pessoas que possuam as competências necessárias de que necessita para maximizar ou impulsionar os seus próprio talentos e recursos.

  Se desenvolver a sua capacidade para utilizar os esforços de outras pessoas, os conhecimentos de outras pessoas e o dinheiro de outras pessoas, é possível obter muitíssimos melhores resultados no mesmo espaço de tempo que uma pessoa que é forçada a depender apenas da sua própria energia e recursos.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Determine quais são as actividades que, a serem feitas bem e a horas, produzem os maiores dividendos para si e para a sua organização. De que maneira poderia reorganizar o seu tempo de forma a concentrar-se apenas nessas áreas?

  2. Desenvolva um plano para adquirir e empregar conhecimentos, os esforços e o dinheiro de outras pessoas. O que poderia oferecer para atrair o apoio de que precisa para impulsionar o seu negócio e a sua carreira.


  Jorge Neves

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA SEQUÊNCIA






  A gestão do tempo permite-lhe controlar a sequência dos acontecimentos da sua vida.


  Uma atitude mental positiva, uma atitude de optimismo e confiança, aumenta a sua energia, a sua criatividade e a sua capacidade de obter melhores resultados. E a sua atitude mental positiva tem a sua base no sentimento de que controla a sua vida. Este sentimento de controle é a chave para conseguir desempenhar as suas funções no máximo das suas capacidades.

  Quando tem muito para fazer e pouco tempo para o fazer, pode começar a sentir-se esmagado pelo trabalho. Começa a sentir que está a perder o seu tempo. A gestão do tempo é a ferramenta que pode utilizar para controlar a sequência de acontecimentos e, logo, controlar completamente a sua vida.

  Somos livres para escolher aquilo que fazemos primeiro, o que fazemos em segundo lugar e aquilo que não fazemos de todo. A sua vida actual é o somatório de todas as escolhas e decisões que tomou até agora. Se não está satisfeito com algum aspecto da sua vida, só depende de si começar a fazer escolhas diferentes e a tomar decisões melhores.

  O ponto de partida para tomar decisões melhores é parar de tomar decisões piores. É possível a qualquer momento parar o relógio e decidir-se a alterar a sequência de acontecimentos na sua vida.

  Ao alterá-la, decidindo fazer as coisas por outra ordem, pode alterar também toda a sua vida e todos os resultados que obtém.
  Só temos absoluto controlo sobre a nossa vida quando controlamos a sequência de acontecimentos, quando podemos decidir fazer uma coisa antes de fazer outra. Ao fazer novas escolhas e ao tomar novas decisões, tomamos as rédeas da nossa própria vida  e  escolhemos a direcção que realmente queremos seguir.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Analise  a maneira como passa um dia típico ou uma semana típica. Quais são as coisas que devia fazer mais vezes, ou mais cedo, de forma a melhorar os seus resultados?

  2. Identifique as escolhas que fez e as decisões que tomou no passado e que criaram os problemas e as dificuldades que sente hoje. Sejam quais forem, comece imediatamente a fazer novas escolhas e a tomar novas decisões que lhe permitam mudar o rumo da sua vida.

  3. Ganhe o controlo sobre a sequência de acontecimentos na sua vida. Ganhe controlo total sobre o seu futuro. Que mudanças pode fazer já hoje para melhorar a sua qualidade de vida e a qualidade do seu trabalho? Sejam quais forem, comece a fazê-las já.


  Jorge Neves

terça-feira, 29 de agosto de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DAS RECOMPENSAS





  As suas recompensas são sempre determinadas pelos seus resultados.

  Em condições normais e saudáveis, somos sempre pagos em função daquilo que fazemos, da forma como fazemos e do quão difícil é sermos substituídos. Vivemos numa meritocracia onde somos sempre recompensados na proporção directa dos resultados que proporcionamos aos outros.

  A maneira mais rápida de ser aumentado e promovido é conseguir mais e melhores resultados para a sua empresa e para si próprio. As pessoas mais bem pagas e com os melhores níveis de vida são aquelas que obtêm melhores resultados que os outros, seja em que área for.

Concentre-se mais nos resultados do que nas actividades. Esteja sempre à procura de maneira a obter mais e melhores resultados, e sempre mais depressa. Avalie regularmente as suas actividades e certifique-se de que o que está a fazer gera a maior quantidade e qualidade de resultados possível.

  Pergunte-se continuamente: «Que resultados são esperados de mim? E procure sempre a maneira de fazer mais do que aquilo para que lhe pagam. Vá sempre um pouco mais longe.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Questione sempre: «Para que é que me pagam?» Quais são os resultados específicos que esperam de mim? Quais são os resultados que, se eu não os obtiver, podem pôr em risco o meu emprego e a minha carreira?

  2. Identifique as coisas mais importantes que faz todos os dias. De que maneiras poderia tornar-se melhor nessas áreas? O que poderia fazer para se tornar indispensável?

  3. Vá sempre um pouco mais longe. De que formas poderia fazer mais do que é pago para fazer? Quando começar a a fazer mais do que é pago para fazer, vai também começar a receber mais dinheiro do que recebo hoje.


  Jorge Neves
 
 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DO PLANEAMENTO

 





Cada minuto gasto com planeamento poupa dez minutos de execução.


  O propósito do planeamento estratégico numa empresa é reorganizar e reestruturar as actividades e os recursos, de forma a aumentar o «rendimento sobre os capitais» ou o rendimento sobre o dinheiro investido na empresa.

  O propósito do «planeamento estratégico pessoal» é aumentar o «rendimento sobre a energia», o rendimento sobre o capital mental, emocional, físico e espiritual que investiu na sua vida e na sua carreira.

  Cada minuto que investe a planear de antemão os seus objectivos, as suas actividades e o seu tempo poupa dez minutos de trabalho na execução desses planos. Por isso, planificar cuidadosamente à partida dá-lhe um rendimento dez vezes superiores, 1000%, ao seu investimento de energia mental, emocional e física.

  Fazer um plano do seu dia demora apenas 10 a 15 minutos. Este investimento de 10 a 15 minutos irá poupar-lhe 100 a 150 minutos na execução. Isto significa um aumento de produtividade de cerca de duas horas por dia, ou a um aumento de cerca de 25% na produtividade e desempenho a partir do primeiro dia em que começar a planificar antecipadamente.

  A chave para a eficácia pessoal é usar um bom planificador de tempo. Qualquer um serve, desde que se discipline para o usar como o seu sistema de gestão de tempo principal. Hoje em dia, os Palm Tops e as agendas digitais pessoais (PDA), combinados com os computadores pessoais, permitem planificar o seu tempo com maior eficiência que nunca.

  Comece por uma lista central como sendo a base do seu sistema de planificação de tempo. Anote tudo o que tem a fazer num futuro indeferido. Escreva também nessa lista todas as novas ideias, metas, tarefas e responsabilidades à medida que elas vão surgindo. Não confie na sua memória.

  Planifique com antecedência cada mês, transferindo os pontos apropriados da sua lista central para a sua lista mensal. O melhor é fazer isto na última semana de cada mês.

  Planifique também cada semana, transferindo os pontos da sua lista mensal para a sua lista semanal. O melhor é fazer isto no fim-de-semana anterior.

  Planifique ainda cada dia, transferindo os pontos da sua lista semanal para a sua lista diária e depois acrescentando algo que tenha de fazer nesse dia. O melhor é fazer isto na noite anterior.

  Planifique cada projecto, cada reunião e objectivo em pormenor antes de começar. O simples facto de planificar obriga-o a pensar melhor e de forma mais exacta nas coisas que tem de fazer. Quanto mais pensar e planificar uma coisa no papel, mais rápida e eficientemente conseguirá alcança-la quando começar a trabalhar.

  O planeamento regular assegura que o seu tempo é gasto nas actividades mais importantes. Isto aumenta a eficiência e a eficácia de tudo o que faz. Talvez a regra mais importante de todas seja: «Pense por escrito!»
  Trabalhe a partir de uma lista. Faça disso a sua imagem de marca.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Ponha ordem na sua vida, fazendo uma lista pormenorizada de cada coisa que tem para fazer num futuro próximo.

  2. Analise a sua lista cuidadosamente e estabeleça prioridades entre os vários pontos antes de começar. Nunca caia na tentação de despachar primeiro as coisas pequenas.

  3. Discipline-se de forma a trabalhar apenas nas actividades que tenham o impacto e a influência mais significativa na sua vida. Desempenhe-as depressa e bem. Depois de ter desenvolvido este hábito de planificar e estabelecer prioridades, o seu stress diminuirá, a sua produtividade aumentará e a sua carreira irá ganhar um novo impulso.


  Jorge Neves
 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DO BEM MAIS PRECIOSO






  O seu bem mais precioso é a sua capacidade para ganhar dinheiro

  Um bem é algo que assegura uma entrada de dinheiro segura e previsível.
  A sua capacidade para trabalhar, para produzir, para ganhar dinheiro numa economia competitiva, utilizando o seu cérebro e as suas capacidades, permitindo-lhe ganhar o dinheiro que ganha todos os anos. Podia perder tudo, tudo aquilo que possui, mas, desde que conserve em boa forma a sua capacidade para ganhar dinheiro, poderá continuar a gozar um bom nível de vida.

  Demorou uma vida inteira a desenvolver a capacidade para ganhar o dinheiro que possui hoje. Mas a sua capacidade para ganhar dinheiro é um bem que se desvaloriza, como um carro ou um equipamento. Tem de manter e melhorar continuamente a qualidade dessa sua capacidade, de forma a assegurar o mesmo nível de produtividade, desempenho e resultados.

  Os conhecimentos e as competências são os trunfos do século XXI. A sua capacidade para ganhar dinheiro é a sua combinação única de conhecimento e de competências desenvolvidas ao nível a que os tem hoje. Se o seu comercio ou a sua indústria está a sofrer mudanças rápidas, também os seus conhecimentos e competências se tornam rapidamente obsoletos. Se quiser estar a par, tem de substituir constantemente os seus velhos conhecimentos e competências por outros novos.

  O salário que recebe actualmente deverá representar exactamente aquilo que você vale, nem mais nem menos, baseado na sua capacidade para ganhar dinheiro. Se deseja aumentar o seu nível de vida, deverá aumentar a sua capacidade para ganhar dinheiro de um processo sistemático e deliberado de aprender novas competências e capacidades.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Identifique as competências específicas que o tornam mais valioso para a sua empresa. Quais delas são maioritariamente responsáveis pelo seu salário? Sejam quais forem as suas respostas, elabore um plano para se tornar ainda melhor em cada uma dessas áreas.

  2. Imagine a sua vida no futuro. Em que é que terá de ser absolutamente excelente daqui a três a cinco anos se quiser manter o seu estilo de vida actual, ou mesmo aumentá-lo? Seja o que for, identifique essas competências e faça um plano para as adquirir.

  Jorge Neves

domingo, 13 de agosto de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NAS GESTÃO DO TEMPO A LEI DAS POSTERIDADES







  Antes de se começar uma coisa nova, tem de se acabar uma coisa antiga.

  Só é possível ter controlo sobre a nossa vida se pararmos de fazer coisas que já não são importantes e passarmos a fazer outras coisas que o são.

  Todos temos muito que fazer e pouco tempo para o fazer. Uma pessoa normal trabalha hoje a mais de 110% da sua capacidade;e eu que o diga quando exerci a minha actividade profissional.

  As nossas agendas estão cheias. não temos tempo livre.

À medida que a nossa vida muda, as nossas prioridades mudam também. Certas coisas que são tão importantes num dado ponto ou da nossa carreira deixam de ser importantes à medida que se vai entrando noutra fase da vida ou noutro nível de responsabilidade.

  Tem de se perguntar constantemente: «Que actividades posso cortar ou desligar de modo a libertar mais tempo para fazer coisas mais importantes?»

  Para começar algo de novo, tem de parar de fazer algo antigo. Analise o seu tempo cuidadosamente e tenha coragem de parar de fazer coisas que já não são tão importantes como as outras.

  Começar significa também parar. Entrar numa coisa implica sair de outra. Não é possível começar uma coisa nova sem deliberadamente decidir deixar de fazer uma outra. O que é que vai ser?

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Analise o seu trabalho e faça uma lista dos pontos que consomem a maior parte do seu tempo. Quais destas actividades poderá deixar de fazer ou delegar de forma a libertar o seu tempo para actividades de maior valor?

  2. Compare as suas actividades diárias com o seu salário anual. Pagaria essa quantia a alguém para fazer as coisas que você faz? Se não pagava, deixe imediatamente de as fazer e passe-as a outra pessoa que as saiba fazer quase tão bem quanto você.

  Jorge Neves

sexta-feira, 28 de julho de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DAS PRIORIDADES






  A sua capacidade para estabelecer prioridades claras e precisas em relação ao seu tempo determina toda a qualidade da sua vida.

  O pior uso do seu tempo é fazer aquilo que não precisa de todo de ser feito. O princípio de Pareto diz que 20% das suas actividades contêm 80% do valor das suas actividades. Quer isto dizer que, se tiver uma lista de dez actividades, duas delas valerão mais do que as outras oito juntas.

  Para conseguir excelentes resultados, tem de se concentrar no pequeno grupo de actividades que contribui com maior valor para a sua vida e o seu trabalho.

  O valor de cada ponto da sua ordem de prioridades pode ser calculado pelas possíveis consequências de fazer ou deixar de fazer essa coisa. Algo que seja importante tem consequências significativas na sua vida e na sua carreira. Algo que não seja importante não tem consequências de maior na sua vida nem na sua carreira. As pessoas com uma forma de pensar superior sabem medir as possíveis consequências das sua acções.

  Pergunte-se sempre a si próprio:«Qual é, neste momento, o melhor uso para o seu tempo?» E, seja qual for a resposta, trabalhe nisso.
  A capacidade de se auto-disciplinar de modo a trabalhar nas tarefas que podem fazer maior diferença na sua vida é a qualidade que torna tudo possível para si.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Faça uma lista de tudo o que faz parte do seu trabalho. Agora, analise a lista e escolha de três a cinco coisas que sejam mais importantes do que todas as outras.

  2. Imagine que vai ganhar um bónus enorme no final de cada mês se conseguir trabalhar todos os minutos mais importantes. Em que é que isso iria alterar o seu comportamento? O que faria de forma diferente?


  Jorge Neves

quarta-feira, 26 de julho de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: NA GESTÃO DO TEMPO A LEI DA CLAREZA






  Quanto mais claro for em relação às suas metas e objectivos, mais eficiente e eficazmente os conseguirá atingir.

  80% do sucesso e da felicidade devem-se à clareza. A falta da mesma é mais responsável pela frustração e os maus resultados do que qualquer outro factor. O sucesso são as metas, o resto é conversa. As pessoas com objectivos claros e escritos conseguem alcançar muito mais em muito menos tempo do que as outras. Isto é verdade em todo o lado e em todas as circunstâncias.

  Até se poderia dizer que as três chaves para alcançar os seus objectivos são clareza, clareza e clareza. O sucesso da sua vida é grandemente determinado pela sua clareza em relação àquilo que realmente quer.

  Quanto mais escrever e reescrever os  seus objectivos e quanto mais pensar neles, mais claros eles se tornam para si. E quanto mais claro for em relação àquilo que quer, mais provável é que faça mais coisas para o obter.

  Aqui fica mais uma vez, o processo em sete passos para alcançar os seus objectivos mais facilmente e mais depressa que nunca.

  PRIMEIRO,  decida exactamente o que quer em relação a cada área da sua vida. Seja específico!

  SEGUNDO, escreva-o em pormenor.

  TERCEIRO, estabeleça um prazo limite. Se for um objectivo muito grande, divida-o em pequenos prazos e escreva-os por ordem.

  QUARTO, faça uma lista de tudo aquilo que terá de fazer para atingir o seu objectivo. Sempre que se lembre de algo novo, acrescente-o à lista.

  QUINTO, faça um plano com os pontos da sua lista, colocando-os por ordem de sequência e de prioridades.

  SEXTO, ponha em prática imediatamente o ponto mais importante do seu plano. Isto é extremamente importante.

  SÉTIMO, faça todos os dias uma coisa que o aproxime mais de completar um ou mais pontos da sua lista. Mantenha o impulso inicial!

  Menos de 3% dos adultos escrevem os planos e objectivos em que trabalham todos os dias. Ao escrever os seus, coloca-se ao lado dos 3% das pessoas mais bem-sucedidas da nossa sociedade. E, em breve, terá os mesmos resultados que elas.

  Estude e reveja os seus objectivos todos os dias para se certificar de que continuam a ser os mais importantes para si. Verá como acrescentando objectivos á medida que o tempo passa. E irá também eliminando objectivos que deixaram de ser importantes para si.

  Seja quais forem os seus objectivos, planeie-os em profundidade, no papel, e trabalhe neles todos os dias. Esta é a chave para um desempenho exemplar e para alcançar tudo o que deseja.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Faça uma lista dos dez objectivos que gostaria de alcançar no próximo ano. Escreva-os no presente do indicativo como se já estivesse passado um ano e já os tivesse alcançado.

  2. Da sua lista de dez objectivos, pergunte-se a si próprio: «Que objectivo, se eu o alcançar, teria maior impacto na minha vida?» Desenhe um círculo à sua volta desse objectivo e passe-o para uma folha de papel à parte.

  3. Agora, para alcançar esse objectivo, siga o método dos sete passos descritos a trás. Estabeleça um prazo limite, faça um plano, ponha-o em prática e trabalhe nele todos os dias. Transforme esse objectivo no propósito absoluto das suas próximas semanas e meses.
  Prepare-se para grandes mudanças na sua vida.


  Jorge Neves

quinta-feira, 20 de julho de 2017

LIDERANÇA PESSOAL: AS LEIS DA GESTÃO DO TEMPO





  Tudo o que você é hoje e tudo o que pode vir a ser no futuro é determinado pela maneira como você pensa e pela maneira como usa o seu tempo. A sua postura em relação ao tempo é um factor fundamental para tudo o que deseja alcançar.

  Sempre reparei que pessoas de sucesso, têm uma característica em comum. São todas descritas como sendo «extremamente organizadas».
  As pessoas bem-sucedidas desenvolveram a capacidade para fazer muitas coisas no mesmo espaço de tempo do que as pessoas com menos sucesso. Têm metas e objectivos claros, planos claros e específicos e calendários bem organizados, o que lhes permite concentrarem-se continuamente no melhor aproveitamento do seu tempo.

  Muitas vezes, pessoas com as mesmas capacidades e os mesmos antecedentes entram numa área competitiva com o mesmo nível de responsabilidade e o mesmo salário. Contudo, dez anos mais tarde, algumas dessas pessoas estão a ganhar cinco e dez vezes mais que outras que começaram ao mesmo tempo. Essas pessoas de topo têm óptimas posições e muitas responsabilidades. São imensamente respeitadas e estimadas pelos seus funcionários e colegas.
  E aquilo que todos eles têm em comum é que conseguem fazer muito mais no mesmo espaço de tempo que as pessoas à sua volta. Usam de forma diferente os minutos e as horas de cada dia. São muito mais produtivas. À medida que conseguem despachar mais coisas, são-lhes dadas mais e mais coisas para fazer, sempre mais importantes. Recebem melhores salários e são promovidos mais depressa.

  A boa notícia é que, se aprender e puser em prática as mesmas técnicas de gestão de tempo, essas leis e princípios universais acerca da utilização do tempo, a sua vida entrará imediatamente no caminho para o sucesso. Acelera a sua própria carreira. Conseguirá atingir mais rapidamente um maior número de objectivos, tanto na sua vida pessoal como profissional.

  As pessoas que obedecem a estas leis de gestão do tempo confirmam que as suas carreiras são impulsionadas, os seus salários aumentam e, surpreendentemente, têm mais tempo para estar com os seus amigos e as suas famílias.

  As Leis da Gestão do Tempo são intemporais e  eternas. Funcionam em todo o lado e com toda a gente. Quando orientar as suas actividades em harmonia com estas leis e princípios, vai começar a alcançar metas que antes julgava impossíveis.

  Poderá ler nos próximos apontamentos aqui no meu blog, uma a uma, as 13 REGRAS/LEIS DA GESTÃO DO TEMPO.


  Jorge Neves
 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A NEGOCIAÇÃO COMERCIAL: A LEI DA FINALIZAÇÃO




  Nenhuma negociação é definitiva.

  Acontece frequentemente que, uma vez terminada uma negociação, uma ou ambas as partes se lembram ou se apercebem de algo que não tinha ficado satisfatoriamente resolvido. É possível que as circunstâncias se tenham alterado entre a assinatura do acordo e a sua implementação. De qualquer forma, uma das partes não está satisfeita com o resultado da negociação. Uma das partes sente que «perdeu». Isso não é um cenário aceitável se ambas as partes pretenderem voltar a negociar no futuro.

  O PRIMEIRO COROLÁRIO DA LEI DA FINALIZAÇÃO É:

  Se não está satisfeito com o presente acordo, peça para reabrir a negociação.

  A maior parte das pessoas é razoável. A maioria quer que fique satisfeito com os termos acordados durante uma negociação, especialmente se estes se prolongam no tempo. Se descobrir que não está contente com o termo ou uma condição específica, não hesite em contactar a outra pessoa e pedir uma coisa diferente.
  Pense nos benefícios que essas alterações trariam também à outra parte. Não tenha medo de demonstrar que não está satisfeito com a situação e que gostaria de alterar o acordo de modo a torná-lo mais justo e mais equilibrado para si.

  O SEGUNDO COROLÁRIO DA LEI DA FINALIZAÇÃO É:

  Analise regular e exaustivamente os seus acordos e pense se faria alguma alteração caso pudesse renegociar os termos.

  Disponha-se a examinar objectivamente as suas decisões passadas, fazendo uma análise muito pormenorizada. E pergunte-se: «Se eu não tivesse aceite este acordo, sabendo o que sei agora, será que o aceitava hoje?» Esta capacidade para reavaliar continuamente as suas decisões anteriores, para ignorar o seu amor-próprio e para olhar de forma honesta e realista para a sua situação actual é o que faz de si um negociador de excepção.

  COMO COMEÇAR A APLICAR ESTA LEI IMEDIATAMENTE:

  1. Reveja a sua situação actual e especialmente os acordos que tem actualmente em vigor e com os quais está insatisfeito. Pense na forma como poderia reabrir negociações e que termos lhe agradariam mais.

  2. Sempre que se sinta tenso ou insatisfeito em relação a um acordo, ou sempre que sinta que a outra parte está insatisfeita, tome a iniciativa de rever o acordo e de procurar uma forma de o tornar mais conveniente para ambas as partes. Pense no longo prazo.


  Jorge Neves