sexta-feira, 25 de julho de 2014
VENDAS - USE O CONCEITO DO TRIO PARA MULTIPLICAR A SUA EFICÁCIA
Muitos de nós temos uma «mensagem» de venda e porque esta resulta com alguns dos clientes, esquecemos que não funciona, na maioria dos casos.
Suponhamos que a nossa apresentação básica dura cerca de cinco minutos. Obviamente, você altera-a um pouco de modo a adaptá-la à situação de cada cliente mas, basicamente, a apresentação não varia. O estilo que utiliza sempre pode ser descrito como agradável e bastante comercial.
Muito bem. Você escolheu o estilo que é eficaz trinta a sessenta por cento das vezes (eficaz no sentido de que lhe permite fazer a venda se se reunirem todas as outras condições). Vejamos agora os outros quarenta por cento de clientes que não apreciam o vendedor agradável, comercial, de sapatos reluzentes e sorriso aberto.
«Um momento», estará você a dizer para si mesmo. «Os sujeitos esquisitos não compram o meu produto. Trabalho apenas com certo tipo de pessoas».
Talvez, mas esse tipo de pessoas tem falado com vendedores agradáveis iguais a si, várias horas por dia, durante vinte anos - e talvez já sinta um certo cansaço dessa monotonia... Intimamente, desejariam ter uma boa razão que lhes permitisse fugir para muito longe das salas de demonstração. Enviam portanto sinais de socorro - contam piadas ou histórias sem graça - esperando que a sua mensagem seja compreendida.
Raramente o é.
O vendedor médio tem uma espécie de «antenas» prontas a captar sinais, sempre que vai a uma entrevista, se bem que realmente não oiça muito mais além dos ruídos de estática, porque está demasiado atento a si mesmo e ao que tem a dizer. Não «apanha» portanto a mensagem, avança determinadamente com o seu esquema de apresentação e acaba por sair da entrevista de mãos vazias. O campeão de vendas também tem as sua «antenas» montadas. Recebe porém claramente a mensagem porque está a dar toda a atenção ao cliente. Domina perfeitamente o que tem para dizer, não precisando de se preocupar a escolher as palavras quando surge uma oportunidade. De facto, o campeão prepara sempre TRÊS versões daquilo que vai dizer. Como está inteiramente receptivo, o campeão apercebe-se rapidamente do tipo de mensagem que lhe interessa transmitir e avança com a versão da sua apresentação que melhor se adapta à atitude do cliente. Naturalmente, terá a encomenda garantida, em pouco tempo.
Você pode também ser um campeão. Aplique o chamado Conceito Trio. Conceba e pratique três variantes do mesmo pormenor da sua sequência de venda. Talvez ainda varie muito pouco as suas frases, mas aumentará enormemente a sua capacidade para adequar as palavras ao caso particular de cada cliente, se trabalhar conscientemente no desenvolvimento deste método.
Deixe-me explicar um pouco melhor esta questão, porque não estou apenas a dizer-lhe para conceber três respostas para cada objecção (se bem que este não seja um mau princípio). Estou a recomendar-lhe que treine três formas de construir as frases para cada boa resposta a uma objecção. Uma delas pode ser feita em linguagem descontraída ou familiar, outra pomposa, usando frases longas e complexas, outra ainda formulada numa linguagem clara, focando apenas o essencial.
Mas o conceito do Trio não fica por aqui. Cada uma destas três formas poderá ser pronunciada rapidamente, com moderação ou com lentidão. Pode falar-se suavemente, em tom normal,ou alto. A sua atitude pode ser respeitosa, amistosa ou agressiva. Existem oitenta e uma variantes para cada resposta a uma objecção (3X3X3X3=81).Quando aplicar esta ideia a todos os aspectos da sua sequência de vendas, desenvolverá rapidamente um leque de respostas tão vasto que encontrar a mais apropriada para cada cliente tornar-se-á tarefa fácil. (A mais apropriada no sentido de que, se houver realmente uma possibilidade de fazer a venda, você fá-la-á).
Comece pela sua apresentação básica e conceba três variantes. Vejamos um conjunto de possibilidades.
(1) Casual, à vontade e alerta.
(2) Vivo, tom profissional e agradável.
(3) Efusivo, singelo e pessoal, para o grande número de pessoas que automaticamente se desinteressam de «papagaios» e apenas apreciam trabalhar com outros seres humanos, numa base cordial, onde a sua individualidade seja reconhecida.
Estas variantes têm uma incidência emocional. Vejamos agora o conteúdo. E uma vez mais, facilita-nos pensar em termos de três.
(1) Técnico
Este tratamento dá ênfase às inovações tecnológicas incorporadas no seu produto. Explora aspectos fiscais e eficácias ou rendimentos quando estas questões se aplicam. Apele para as emoções do cliente em termos bastante comerciais.
(2) Misto
Um método moderadamente técnico que utiliza fortes apelos emotivos expressos numa linguagem correcta e sem grandes floreados.
(3) Linguagem comum
Um apelo directo às emoções em linguagem do dia-a-dia, recorrendo apenas a alguns pormenores técnicos.
O conceito Trio, nestes casos, aplica-se àquilo que dizemos. O modo com o dizemos constitui outra grande oportunidade para ganhar vantagem, permitindo-nos uma adaptação instantânea a uma situação. Para o conseguirmos, devemos desenvolver três métodos:
(1) Leve
Pode estar-se à vontade, sem se perder a compostura, e pode dizer-se algumas piadas sem depender delas. Conheci alguns vendedores que preferiam conseguir uma boa gargalhada a realizar uma venda, mas acho preferível rir enquanto se caminha para o banco. Use o humor, nas entrevistas, para conseguir a venda, não como um fim em si.
Se o humor não é o seu forte, não se preocupe - virá com o tempo. Entretanto, cultive um estilo calmo, descontraído, que o possa conduzir à venda, quando entrevista alguns clientes mais informais que não aceitariam uma atitude comercial.
(2) Médio
Uma atitude cordial, viva, prática, que o coloca na melhor situação tanto relativamente a clientes antigos com um temperamento inconstante como a clientes novos que ainda não conhece.
(3) Pesado
Esteja preparado para falar rapidamente e de modo conciso em situações tensas. Nestes casos nada dá bom resultado excepto as frases claras, sucintas. Nada de piadas, nada de frases pomposas, nada de pormenores técnicos confusos. Prepare bem este método e ficará surpreendido com a quantidade e vezes que vai precisar dele. Os resultados serão igualmente surpreendentes
É este o Conceito do Trio. Parece complicado, mas não é. Bastará treinar-se a pensar sempre em termos de três:
- caminhos para cada sucesso;
- soluções para cada problema;
- possibilidades em cada oportunidade.
Proceda deste modo e inevitavelmente multiplicará a sua eficácia, reduzirá as suas frustrações e aumentará os seus rendimentos.
Jorge Neves
terça-feira, 22 de julho de 2014
EM VENDAS - ASSINAR
A última palavras que devemos rejeitar é a pior de todas. E o mal é os vendedores que constantemente fracassam pelo indevido uso desta palavra, raramente se apercebem da verdadeira causa dos seus falhanços.
O problema manifesta-se sem aviso prévio quando você ultrapassou já todas a fases da venda e tudo parece correr pelo melhor. Você acabou de preencher o impresso que o cliente deve aprovar - e começa a sentir-se entusiasmado. Mas esconde a sua satisfação e empurra o impresso na direcção do cliente. «Ora aqui está. Basta assinar nesta linha e começaremos imediatamente a tratar da entrega».
De súbito o sorriso na face do cliente parece tornar-se menos aberto. Depois aclara a garganta e diz: «Hum...Sim... Ah! Ah!...O meu pai sempre me disse para ler tudo antes de assinar...»
O problema é precisamente esse, o pai - e a avô, o advogado, a esposa - sempre lho disseram. Quando você pode «assine aqui», desencadeia uma reacção automática na mente do cliente, que começa a prensar: «Se não sou cuidadoso sofrerei as consequências. Bem, não há problema porque não vou assinar seja o que for sem o ler muito bem».
E é justamente isso que ele começa a fazer. Uma das primeiras linhas recorda-lhe que deve verificar o que se passa com determinado imposto e de repente vê qualquer coisa sobre o qual parece conveniente consultar o seu advogado - o que desde logo impossibilita a conclusão da venda, nessa entrevista.
Você resiste energicamente, claro. Mas estão a acontecer coisas que você não pode controlar. Por um lado, o advogado está de férias. No dia em que ele regressa, é você que está fora, numa importante feira comercial. E antes de você conseguir explicar tudo aos conselheiros do cliente, acontecem outras coisas inesperadas. O preço do produto sobe drasticamente, ou o ramo industrial do cliente apresenta novas tendências - e o clima emocional já não é favorável. Os atrasos e a mudança das condições tiram à venda toda a espontaneidade e oportunidade, e de súbito, o cliente começa a pensar que não precisa do seu artigo. E este pode ser o triste fim das suas expectativas, que se teriam realizado se não tivesse dito aquele «ASSINE AQUI» duas ou três semanas antes.
Mesmo que o documento a assinar seja um simples impresso sem valor legal, assinar é sempre uma palavra assustadora. Um campeão em vendas nunca pensa em pedir aos seus clientes que assinem seja o que for. Em vez disso, pede-lhes por exemplo que:
.Dêem a sua autorização ao acordo
.Aprovem o impresso
.Endossem as cópias para arquivo
Existe um breve mas decisivo momento crítico quando você olha para o cliente com um sorriso nos lábios e diz: «Se não se importa, ponha o seu O.K. na papelada e poderei tratar imediatamente da entrega».
Não se esqueça de verificar se o cliente escreve de facto o seu nome, e não «O.K.»...
Espero que você dedique tempo suficiente a esta questão, porque o hábito de usar termos verdadeiramente positivos de um ponto de vista emocional melhorará as suas possibilidades em qualquer entrevista de vendas.
Jorge Neves
sábado, 19 de julho de 2014
VENDAS - NEGOCIATAS
Dediquei à profissão de vendas trinta anos da minha vida. Sou um entusiasta dela. Mas não gosto de ouvir falar em «negociatas» e termos semelhantes. Algumas pessoas, nesta profissão, insistem em projectar sobre ela os piores estereótipos:
«Sim, tenho outra negociata esta noite».
«Depois de ouvir o que tenho para lhe dizer, compreenderá que tenho um grande negócio para lhe propor».
Quando escolhemos exprimir-nos em termos tão pouco elegantes, colocamo-nos a nós próprios em má posição. O que dizemos revela aquilo que no fundo pensamos de nós próprios.
Interesse-se por levar os outros a ouvirem a suas apresentações ou demonstrações. E não lhes ofereça «negociatas». Se o fizer, focará a atenção do cliente nos preços, e provocará expectativas que terá de contrariar mais tarde - se puder - para conseguir a venda. Convide antes os seus entrevistados para:
Ouvir a apresentação que desenvolvi para a sua empresa
Participar na demonstração
Envolver-se na maravilhosa oportunidade que construímos para si
Se não acredita em que as palavras têm este poder de evocar imagens mentais, produzir emoções e suscitar acontecimentos, a profissão de vendas não é para si. As «negociatas» e termos equivalentes não só são lixo verbal, condicionando fortemente a mente de quem as ouve, como reforçam imagens antigas ,ou criam novas, precisamente onde são mais perigosas - na sua própria mente.
Se você tende a utilizar uma linguagem deste tipo, tem uma óptima oportunidade de descobrir o poder das imagens, atitudes e emoções que as palavras podem criar na nossa mente. Aproveite-a portanto, actue de acordo com a sugestão que vou dar-lhe a seguir e prometo-lhe que a sua capacidade de vender aumentará notoriamente. Antes de passar à sugestão em causa, no entanto, tentemos chegar às raízes do problema.
Existem razões emocionais profundas que o levam a tomar esta atitude «negociatas» em vez de adoptar uma atitude mais positiva relativamente à sua profissão. Enfrente essas razões. Tente ultrapassa-las criativamente. Se o fizer, quebrará as cadeias que o impedem presentemente de se tornar um grande vendedor. Talvez você sinta necessidade de mostrar que é perspicaz, e duro; talvez necessite de mostrar um certo desprezo pelo seu trabalho para esconder o receio de fracassar; ou pode fazê-lo por qualquer outra razão.
É uma atitude cómoda: em termos práticos, no entanto, esta linguagem é um obstáculo para atingir aquilo que você pode ganhar e obter. E condiciona-o de várias formas:
- Aquilo que sente sobre o que faz reflecte-se sobre a apreciação que você faz de si próprio.
- Essa apreciação de si próprio constitui, por sua vez, uma imagem que determina a eficácia do seu trabalho.
- A eficácia do seu trabalho faz de si um vendedor.
Deixe de usar uma linguagem de mau gosto. Comece sim a convidar pessoas para ouvirem a sua apresentação, assistirem à sua demonstração e considerarem a oportunidade que lhes oferece. Por outras palavras, comece a mostrar algum respeito pelo seu trabalho em vez de o desprezar, e os clientes aceitarão trabalhar consigo. Você só tem a ganhar com essa mudança.
Verificará que para alterar a sua atitude geral relativamente à profissão que exerce não basta eliminar apenas algumas palavras. Para que você ganhe essa nova atitude, deve banir essas palavras dos seus pensamentos, assim como de todas as conversas, mesmo que nada tenha a ver com o assunto, mas em particular quando fala com outros vendedores. Isto será o mais difícil, mas a sua firmeza levará pouco a pouco os seus amigos a compreenderem que você está determinado a ter êxito, a não fracassar. Esta posição situá-lo-á do lado dos vencedores, afastando-o dos vendedores falhados, o que por si só já é um efeito benéfico. Não tenha duvidas de que, se você se habituar a tratar com desprezo a sua profissão não lhe será fácil parar - a menos que esteja decidido a ter êxito.
Vejamos agora a minha sugestão.
É bastante simples. O segredo das vendas reside precisamente no poder que as palavras têm de criar imagens mentais favoráveis.
Utilize este poder. Descontraia-se por momentos, feche os olhos e imagine-se vestido com a aparência que gostaria de ter. Imagine em seguida que está: (1) a apresentar um produto; (2) a conduzir uma brilhante demonstração; (3) a oferecer uma óptima oportunidade a pessoas que querem, precisam e podem pagar. Tente visualizar estas imagens na sua mente e chame-lhes apresentação, demonstração e oportunidade.
Sempre que ouvir ou pensar (claro que dirá) em negociatas, ou outros termos do mesmo calibre, tire imediatamente essa imagem da cabeça e substitua-a pela imagem positiva apropriada.
Estou a fazer uma apresentação «terrivelmente» eficaz.
Estas são as bases da minha interessante demonstração.
Que bela oportunidade tenho para oferecer a estas pessoas.
Este método pode ser aplicado a uma grande variedade de situações. Controle-se a si mesmo. Utilize o bom para eliminar o mau.
Mas não pense que conseguirá fazer tudo de um dia para o outro. Conte pelo menos com um mês ou mais. Se deixar escapar alguma das palavras incorrectas, ou se notar que elas ainda surgem na sua mente, não perca a coragem! Comece de novo a trabalhar parar se corrigir.
Continue até conseguir controlar essas imagens durante trinta dias consecutivos. Depois conte o dinheiro que as imagens positivas lhe deram entretanto.
Jorge Neves
- Essa apreciação de si próprio constitui, por sua vez, uma imagem que determina a eficácia do seu trabalho.
- A eficácia do seu trabalho faz de si um vendedor.
Deixe de usar uma linguagem de mau gosto. Comece sim a convidar pessoas para ouvirem a sua apresentação, assistirem à sua demonstração e considerarem a oportunidade que lhes oferece. Por outras palavras, comece a mostrar algum respeito pelo seu trabalho em vez de o desprezar, e os clientes aceitarão trabalhar consigo. Você só tem a ganhar com essa mudança.
Verificará que para alterar a sua atitude geral relativamente à profissão que exerce não basta eliminar apenas algumas palavras. Para que você ganhe essa nova atitude, deve banir essas palavras dos seus pensamentos, assim como de todas as conversas, mesmo que nada tenha a ver com o assunto, mas em particular quando fala com outros vendedores. Isto será o mais difícil, mas a sua firmeza levará pouco a pouco os seus amigos a compreenderem que você está determinado a ter êxito, a não fracassar. Esta posição situá-lo-á do lado dos vencedores, afastando-o dos vendedores falhados, o que por si só já é um efeito benéfico. Não tenha duvidas de que, se você se habituar a tratar com desprezo a sua profissão não lhe será fácil parar - a menos que esteja decidido a ter êxito.
Vejamos agora a minha sugestão.
É bastante simples. O segredo das vendas reside precisamente no poder que as palavras têm de criar imagens mentais favoráveis.
Utilize este poder. Descontraia-se por momentos, feche os olhos e imagine-se vestido com a aparência que gostaria de ter. Imagine em seguida que está: (1) a apresentar um produto; (2) a conduzir uma brilhante demonstração; (3) a oferecer uma óptima oportunidade a pessoas que querem, precisam e podem pagar. Tente visualizar estas imagens na sua mente e chame-lhes apresentação, demonstração e oportunidade.
Sempre que ouvir ou pensar (claro que dirá) em negociatas, ou outros termos do mesmo calibre, tire imediatamente essa imagem da cabeça e substitua-a pela imagem positiva apropriada.
Estou a fazer uma apresentação «terrivelmente» eficaz.
Estas são as bases da minha interessante demonstração.
Que bela oportunidade tenho para oferecer a estas pessoas.
Este método pode ser aplicado a uma grande variedade de situações. Controle-se a si mesmo. Utilize o bom para eliminar o mau.
Mas não pense que conseguirá fazer tudo de um dia para o outro. Conte pelo menos com um mês ou mais. Se deixar escapar alguma das palavras incorrectas, ou se notar que elas ainda surgem na sua mente, não perca a coragem! Comece de novo a trabalhar parar se corrigir.
Continue até conseguir controlar essas imagens durante trinta dias consecutivos. Depois conte o dinheiro que as imagens positivas lhe deram entretanto.
Jorge Neves
quarta-feira, 16 de julho de 2014
VENDAS - VENDER E COMPRAR
Não é provável que alguém lhe sorria e diga: «Espera até veres o que um vendedor me vendeu hoje». Não, você nunca ouvirá ninguém falar assim, se bem que oiça muitas vezes: «Espera até veres o que comprei hoje». A nível emocional, «comprei» é muito mais forte do que o passado do verbo «vender» - equivale ao presente do verbo «possuir». Quando alguém fala daquilo que comprou está indirectamente a gabar-se daquilo que possui, porque apesar do o grau de exibicionismo que uma atitude destas implica ser socialmente reprovável, já se torna mais admissível o entusiasmo de alguém por uma compra efectuada. E as pessoas gostam de comprar. De facto, trata-se de uma necessidade emocional que os compradores estão sempre a tentar satisfazer, se bem que poucos a compreendem e, menos ainda, estejam dispostos a admiti-la. Se o seu produto ou serviço se adapta a este desejo de possuir (o que acontece praticamente com todos), treine-se no sentido de se habituar a utilizar este mecanismo psicológico, nas suas vendas.
Quando as pessoas falam do que compraram, estão de facto a dizer: «Repara no novo estatuto que alcancei hoje». Realizaram alguma coisa. Desejam portanto que os outros reconheçam o seu gosto, o seu estilo, o seu poder - e não vão partilhar esta glória com o vendedor que as convenceu. Porquê? Porque não gostam de admitir que tenham sido influenciados, nem que a sua capacidade de decisão seja posta em causa. Mantenha isso bem presente quando falar com alguém que conheça um dos seus clientes. Evite dizer-lhe «Vendi isto a fulano de tal». Quando diz «Vendi», está a entrar no domínio do cliente. Está a diminuir os seus méritos: Lembre-se de que é preferível deixar-lhe os méritos e você ficar com os proveito!
No diálogo com os clientes, os vendedores poderão ter de dizer coisas como: «Talvez esteja a pensar que outras firmas já adquiriram provavelmente este produto. Bom, gostaria de lhe fazer notar que na semana passada o vendi à empresa...».
O cliente pode reagir a isto pensando: «Talvez lhes tenhas vendido a eles, mas a mim não vendes de certeza». A sua resistência prende-se de certo modo com questões de auto-afirmação. Se alguma coisa for feita, ele quererá sentir que agiu de livre vontade e não gostará de admitir que foi influenciado.
Vender é uma palavra que soa mal. Evoca a imagem de um sujeito «chato» de fato e gravata, que força os outros a gastarem dinheiro. Um profissional nunca vende nada a ninguém. Envolve os outros nos seus serviços.
O encarregado menos predisposto sentir-se-á encantado de trabalhar com produtos de qualidade, se você souber envolvê-lo nas vantagens daquilo que fornece.
É possível envolver várias pessoas diferentes num mesmo dia, mas se usar sempre a mesma fórmula para todos os clientes poderá obter resultados contraditórios. Procure aumentar a lista de possíveis variantes:
Exemplo: ADQUIRIRAM (Compraram, encomendaram ) ATRAVÉS DE MIM
AJUDEI A DISPOREM
ACONSELHEI
TRABALHAM COMIGO NA PROPOSTA
AUXILIEI O COMPRADOR ELIMINANDO DIFICULDADES
ETC...ETC...
Evite ser pomposo, referindo constantemente coisas que já fez: «Tive o privilegio de aconselhar quanto a essa decisão», isto é ridículo se estiver a vender moveis em segunda mão numa loja, mas não o será se estiver a vender a própria loja. Se disser quis ajudar nos «pormenores» numa compra de vários milhares de euros, os outros podem pensar que você é o paquete que foi comprar os impressos fiscais...
Vejamos algumas frases, estudando o modo como podem dar colorido ao seu trabalho quotidiano:
«Talvez se interrogue sobre a existência de outros casos que tenham utilizado os nossos serviços. Conhece a firma X?
«Encontra-se envolvido no nosso plano Horeca - aliás trabalhei com eles nos preparativos. Não gostaria de lhes telefonar e verificar os benefícios que têm tido através do nosso serviço?
Ou então, a um novo gerente de uma firma com que já trabalhou:
«Sr, João, o meu nome é Jorge Neves da firma Unilever. A sua companhia adquiriu vários produtos através de mim, há dois anos.
Estou a telefonar para saber se ainda vos posso ser útil em alguma coisa ?»
Ou ainda, dando uma referência , num primeiro contacto: «Sim, tive o privilégio de desenvolver uma interessante oportunidade para o Sr. João no ano passado.»
Compare estas afirmações aquele rígido «SIM, fui eu que vendi...»
Seja criativo, imagine e ensaie as frases que lhe permitirão ganhar mais dinheiro por despertarem confiança em vez de receio e antagonismo.
Jorge Neves
terça-feira, 15 de julho de 2014
EM VENDAS SUBSTITUA AS PALAVRAS DE REJEIÇÃO POR OUTRAS, POSITIVAS
Centenas de milhares de vendedores nada sabem sobre palavras de rejeição ou - o é pior ainda - sabem, mas continuam a usá-las em seu próprio prejuízo. Definamos aquilo a que me quero referir.
Uma palavra de rejeição é qualquer termo que provoque receio, ou recorde aos clientes que estamos a tentar vender-lhes qualquer coisa.
Quando os clientes ouvem palavras de rejeição, as suas respostas são um pouco do seguinte tipo: «Oh, não, estou só a ver, Não tenho pressa. estou só a passar tempo».
Quando você está bastante avançado na sequência da venda, ao deixar escapar uma palavra de rejeição, os seus clientes dirão qualquer coisa como: «Depois digo-lhe. Vamos pensar no assunto. Estamos ainda a recolher informações. Falaremos consigo quando tivermos decidido».
As palavras de rejeição são de facto bastante eficazes; levam o cliente a desenvolver um receio tão forte que passará a rejeitá-lo a si e à sua proposta. Se você usar palavras de rejeição não necessita de ter inimigos - você é o seu próprio inimigo. Vejamos uma lista desta horríveis palavras:
. Custo ou preço. Sempre que o seu cliente o ouve dar alguma informação nos seguintes termos:
«O preço é...»
«Custa... Euros»
Sabe o que vem a seguir. Você vai começar a pressioná-lo, tentar forçá-lo a decidir, tentar vender-lhe o artigo.
É por isso que o profissional se refere ao assunto chamando-lhe:
INVESTIMENTO TOTAL
Que faz você quando investe? Aplica o seu dinheiro de tal modo que obtém maiores rendimentos ou benefícios, não é?
Que faz quando paga um preço?
Gasta dinheiro. Paga contas relativas a produtos gastos,etc. Não verá qualquer benefício no futuro. É apenas dinheiro perdido.
A expressão favorita do profissional neste caso é, INVESTIMENTO TOTAL. Mas, tal como qualquer outra palavra técnica, se for mal aplicada pode ter más consequências. Vejamos algumas alternativas que permitirão banir as palavras CUSTO e PREÇO do seu vocabulário:
VALOR
AVALIADO EM
OFERECIDO POR
Para evitar confusões e perguntas que você não deseja enfrentar, utilize estas alternativas com cuidado. Se disser «Este modelo vale...» o seu cliente pode sentir-se levado a responder: «Sim, mas por quanto menos o poderei comprar?»
O modo como você responde a isto depende do seu esquema de venda. Se cita preços de uma lista impressa e o seu cliente sabe que a sua empresa usa uma política de preço único, o que exclui qualquer hipótese de desconto, pode olhar para a lista e dizer uma das seguintes coisas;
«Esse modelo vale...»
«Esse está avaliado em...»
«Fornecemo-lo por...
«Oferecemo-lo por...»
Pense no modo como poderá utilizar estas formulas e treine o seu uso nas situações em que sejam discutidos os preços. Se achar que isto dá muito trabalho, lembre-se de que ser profissional exige esforço. Nesse caso, quais são as possibilidades de obter um rendimento de profissional?
.Preço tabelado. Esta expressão é tabu, excepto em situações de revenda em que existe um preço a retalho e um preço mais baixo para a venda em quantidades. Em qualquer outra situação , se você fala do preço tabelado os clientes pensam que lhes está a dizer que peçam um desconto. O emprego da expressão «Preço tabelado» torna-se ainda mais negativo, se você tiver dito claramente que os preços praticados pela sua empresa não comportam descontos. Nesse caso, sempre que você emprega essas horríveis palavras, estará a recordar ao cliente que é melhor consultar a concorrência porque talvez lhe faça desconto.
Use os termos citados, para evitar a expressão «Preço tabelado»
. Entrada. Se está à procura de um termo para assustar o cliente, entrada é uma escolha esplêndida. Mas se prefere reduzir o medo em vez de o fazer aumentar, fale como um profissional. O termo correcto é:
Que faz quando paga um preço?
Gasta dinheiro. Paga contas relativas a produtos gastos,etc. Não verá qualquer benefício no futuro. É apenas dinheiro perdido.
A expressão favorita do profissional neste caso é, INVESTIMENTO TOTAL. Mas, tal como qualquer outra palavra técnica, se for mal aplicada pode ter más consequências. Vejamos algumas alternativas que permitirão banir as palavras CUSTO e PREÇO do seu vocabulário:
VALOR
AVALIADO EM
OFERECIDO POR
Para evitar confusões e perguntas que você não deseja enfrentar, utilize estas alternativas com cuidado. Se disser «Este modelo vale...» o seu cliente pode sentir-se levado a responder: «Sim, mas por quanto menos o poderei comprar?»
O modo como você responde a isto depende do seu esquema de venda. Se cita preços de uma lista impressa e o seu cliente sabe que a sua empresa usa uma política de preço único, o que exclui qualquer hipótese de desconto, pode olhar para a lista e dizer uma das seguintes coisas;
«Esse modelo vale...»
«Esse está avaliado em...»
«Fornecemo-lo por...
«Oferecemo-lo por...»
Pense no modo como poderá utilizar estas formulas e treine o seu uso nas situações em que sejam discutidos os preços. Se achar que isto dá muito trabalho, lembre-se de que ser profissional exige esforço. Nesse caso, quais são as possibilidades de obter um rendimento de profissional?
.Preço tabelado. Esta expressão é tabu, excepto em situações de revenda em que existe um preço a retalho e um preço mais baixo para a venda em quantidades. Em qualquer outra situação , se você fala do preço tabelado os clientes pensam que lhes está a dizer que peçam um desconto. O emprego da expressão «Preço tabelado» torna-se ainda mais negativo, se você tiver dito claramente que os preços praticados pela sua empresa não comportam descontos. Nesse caso, sempre que você emprega essas horríveis palavras, estará a recordar ao cliente que é melhor consultar a concorrência porque talvez lhe faça desconto.
Use os termos citados, para evitar a expressão «Preço tabelado»
. Entrada. Se está à procura de um termo para assustar o cliente, entrada é uma escolha esplêndida. Mas se prefere reduzir o medo em vez de o fazer aumentar, fale como um profissional. O termo correcto é:
INVESTIMENTO INICIAL
. Pagamento mensal. Eis outra expressão extremamente eficaz para produzir exactamente o contrário do que você pretende, ou seja, para aumentar a desconfiança na mente dos seus possíveis clientes.
Muitas pessoas receiam os pagamentos mensais. Já têm de pagar suficientes prestações mensais. Quando você pensa nestas duas palavras, que imagem surge na sua cabeça?
Todas as contas que tem para pagar.
Vê-se a si mesmo olhando para a pilha de papeis que leva uma tão grande parte do seu ordenado, todos os meses. «Estou farto dessa forma de pagar. Gostava que desaparecesse de uma vez para sempre. Nunca deveria ter comprado muitas coisas que ainda estou a pagar».
Os profissionais preferem
INVESTIMENTO MENSAL
.Contrato. Quando muitas pessoas ouvem a palavra «contrato», o que é que vêm nas sua cabeças? Processos judiciais. Juízes decidindo, a sua sorte. Advogados a quem é preciso pagar. Problemas.
O campeão não usa a palavra «contrato». Em vez disso, prefere:
O ACORDO OU PAPELADA
Vejamos agora outra palavra horrível, que talvez o surpreenda. As palavras de rejeição não são apenas aquelas que se usam de vez em quando não é verdade? Tenho estado a referir-me ao seu vocabulário de todos os dias. Mas agora vou referir-me a uma palavra ainda mais básica.
.Comprar. Você deve compreender que ninguém quer comprar; todos querem «possuir». Alguns vendedores destroem as suas apresentações com afirmações deste tipo:
«Se nos comprar a nós, pode ter a certeza de que receberá o artigo rapidamente».
«Quando comprar o artigo, ficará bastante satisfeito com ele».
«Costumo servir bem todos aqueles que compram à minha firma».
Que sente o cliente quando ouve estas palavras? «Se compro, tenho de gastar dinheiro - e não quero gastar dinheiro. Gostaria de ter este produto, mas preferia ter mais vantagens e menos problemas.»
Os profissionais sabem que as pessoas querem possuir coisas e, portanto, falam frequentemente de «possuir». Comprar é a parte mais aborrecida, possuir é a parte mais agradável. Elimine portanto a palavra «comprar» e use:
POSSUIR
Vou tentar re-escrever as frases anteriores, substituindo a parte aborrecida pela agradável:
«Se decidir possuir estes artigo, podemos fornecê-lo rapidamente».
« Quando possuir este produto, ficará satisfeito com as suas vantagens».
»Se decidir tornar-se proprietário deste artigo através de mim, disporá também dos meus serviços porque procuro sempre dar o melhor apoio aos meus clientes».
O desejo de possuir é muito profundo. É uma força demasiado forte no sentido da compra, para poder depender daquilo que você consegue aproveitar por acaso numa entrevista com um cliente. O profissional planeia e treina exactamente o modo de associar a imagem da posse ao artigo que vende. Isto significa que o campeão utiliza as frases que podem servir este objectivo, sublinhando sempre a ideia de posse, e variando os outros elementos. Não é conveniente, por exemplo, repetir vezes sem conta a mesma expressão:
«Quando possuir este artigo, ficarei muito satisfeito com a facilidade de uso. Quando possuir este artigo, ficará satisfeito com a sua resistência».
Conceba um conjunto de palavras que criem imagens de posse, permitindo-lhe reforçar continuamente as probabilidades de venda sem recordar ao cliente que é esse o objectivo. Não necessitará de muito tempo para compor as frases que evitarão que a sua técnica se torne demasiado evidente. Em alguns minutos pode treinar estas frases de modo a transformarem-se numa segunda natureza. Por muito extenso que fosse o tempo necessário para tal, fazê-lo contribuiria sempre para aumentar a sua conta bancária. Vejamos alguns exemplos de frases para a construção de imagens de posse:
«Todos nos orgulhamos da reputação da nossa empresa em termos de serviços. É tão importante para nós como para os utilizadores e, se for um deles, estou certo de que apreciará a forma como damos tal apoio aos nossos utilizadores».
«Dado que a rentabilidade da sua produção depende de uma máquina, a resistência desta é vital, não lhe parece? Se possuir uma das nossas Olympus e estiver dependente dela, a sua resistência será precisamente das qualidades que mais aprecia».
«Espero mostra-lhe um produto que aumentará bastante as suas capacidades quando for seu possuidor» Depois de «as suas capacidades» pode acrescentar «de obter lucro» ou qualquer outro aspecto que deseje sublinhar.
Quando encontrar o modelo que gostaria de possuir - e estou certo de que o temos aqui neste momento - ficará admirado com o pequeno investimento inicial necessário». Deve adoptar estas frases ao seu caso pessoal; em vez de «pequeno investimento inicial necessário» pode empregar «ampla cobertura
da garantia etc. etc.
Qualquer aspecto que considere importante no seu produto pode ser sugerido na frase que produz uma imagem de posse. Se não consegue construir uma ligação entre o benefício obtido e o prazer de possuí-lo ou esse ponto não é suficientemente importante para ser mencionado, ou você não sente grande entusiasmo pelo produto ou serviço que vende.
Em certos casos, naturalmente, terá de fazer a ligação de um modo negativo:
«Se possuir o nosso sistema de alarme contra ladrões, não terá de se preocupar...»
Tente maximizar a sua capacidade de venda. Relacione aspectos mais favoráveis do produto com prazer tão humano de possuir. Não deve evidentemente bombardear o cliente com frases destas, uma atrás das outras. Distribuirá as suas frases criadoras de imagens de posse, ao longo da entrevista, incorporando-as noutros aspectos da apresentação. Recordo-lhe os perigos do uso excessivo desta ou qualquer outra técnica; os clientes depressa se apercebem dela. Sempre que isto acontece, o cliente é levado a contrapor à sua argumentação toda a resistência possível - e quando os clientes resolvem divertir-se a resistir-lhe, você perde.
Pode camuflar esta técnica reservando a palavra mais potente - POSSUIR - para os aspectos de maior importância. Nos outros, pode substitui-la por expressões das mais diversas.
Jorge Neves
«Quando possuir este artigo, ficarei muito satisfeito com a facilidade de uso. Quando possuir este artigo, ficará satisfeito com a sua resistência».
Conceba um conjunto de palavras que criem imagens de posse, permitindo-lhe reforçar continuamente as probabilidades de venda sem recordar ao cliente que é esse o objectivo. Não necessitará de muito tempo para compor as frases que evitarão que a sua técnica se torne demasiado evidente. Em alguns minutos pode treinar estas frases de modo a transformarem-se numa segunda natureza. Por muito extenso que fosse o tempo necessário para tal, fazê-lo contribuiria sempre para aumentar a sua conta bancária. Vejamos alguns exemplos de frases para a construção de imagens de posse:
«Todos nos orgulhamos da reputação da nossa empresa em termos de serviços. É tão importante para nós como para os utilizadores e, se for um deles, estou certo de que apreciará a forma como damos tal apoio aos nossos utilizadores».
«Dado que a rentabilidade da sua produção depende de uma máquina, a resistência desta é vital, não lhe parece? Se possuir uma das nossas Olympus e estiver dependente dela, a sua resistência será precisamente das qualidades que mais aprecia».
«Espero mostra-lhe um produto que aumentará bastante as suas capacidades quando for seu possuidor» Depois de «as suas capacidades» pode acrescentar «de obter lucro» ou qualquer outro aspecto que deseje sublinhar.
Quando encontrar o modelo que gostaria de possuir - e estou certo de que o temos aqui neste momento - ficará admirado com o pequeno investimento inicial necessário». Deve adoptar estas frases ao seu caso pessoal; em vez de «pequeno investimento inicial necessário» pode empregar «ampla cobertura
da garantia etc. etc.
Qualquer aspecto que considere importante no seu produto pode ser sugerido na frase que produz uma imagem de posse. Se não consegue construir uma ligação entre o benefício obtido e o prazer de possuí-lo ou esse ponto não é suficientemente importante para ser mencionado, ou você não sente grande entusiasmo pelo produto ou serviço que vende.
Em certos casos, naturalmente, terá de fazer a ligação de um modo negativo:
«Se possuir o nosso sistema de alarme contra ladrões, não terá de se preocupar...»
Tente maximizar a sua capacidade de venda. Relacione aspectos mais favoráveis do produto com prazer tão humano de possuir. Não deve evidentemente bombardear o cliente com frases destas, uma atrás das outras. Distribuirá as suas frases criadoras de imagens de posse, ao longo da entrevista, incorporando-as noutros aspectos da apresentação. Recordo-lhe os perigos do uso excessivo desta ou qualquer outra técnica; os clientes depressa se apercebem dela. Sempre que isto acontece, o cliente é levado a contrapor à sua argumentação toda a resistência possível - e quando os clientes resolvem divertir-se a resistir-lhe, você perde.
Pode camuflar esta técnica reservando a palavra mais potente - POSSUIR - para os aspectos de maior importância. Nos outros, pode substitui-la por expressões das mais diversas.
Jorge Neves
segunda-feira, 7 de julho de 2014
VENDAS - PESSOAS A QUEM NÃO VENDE DIGA OBRIGADO
Às pessoas a quem não vende porque não enviar-lhes uma nota de agradecimentos? Pelo menos foram suficientemente simpáticos para ouvirem a sua apresentação... Encontrarão pessoas que lhes perguntarão o que acham do produto que compraram a um seu concorrente. E se não gostarem do que compraram, ou se o concorrente não tiver feito um bom trabalho de apoio depois da venda? Talvez se arrependam da decisão tomada e digam aos amigos para falarem consigo antes de comprarem. Isto equivale a uma referência das mais valiosas: dada por alguém que conhece os últimos modelos da concorrência e recomenda o seu produto. Sim, envie notas de agradecimentos às pessoas que não lhe compraram nada. E mantenha-se em contacto com elas. É provável que quem lhes vendeu o produto não o faça - ou que mude de emprego e deixe um «órfão» à espera de ser adoptado por outro vendedor. Mantenha esse «órfão» a par dos últimos desenvolvimentos e, quando chegar o momento de sentir «comichão» , você estará em óptima situação para ficar com esse cliente. Nesse momento, o preço e as características que o levaram a comprar a um concorrente terão provavelmente sido alteradas.
A nota de agradecimentos que dá origem a tudo isto será mais ou menos assim:
«Obrigado por ter-me deixado apresentar-lhe... Apreciei bastante falar consigo; não podemos resolver juntos o seu problema desta vez, mas espero que quando tiver um problema semelhante entre em contacto comigo.
Estou à sua disposição para qualquer serviço em que possa ser-lhe útil. Cordialmente...»
Traga sempre consigo cartões. Viaje com todo o material necessário para o envio de notas de agradecimentos.
Comece imediatamente. Se não tiver cartões necessários, não se esqueça de os comprar. Este método simples pode produzir resultados que o deixarão verdadeiramente espantado.
Dez notas de agradecimentos por dia equivalem a 3650 por ano e 36500 numa década. Alguns campeões de vendas dizem que conseguem dez vendas por cada cem notas de agradecimentos. Você conseguirá certamente mais do que uma por cada 100. Multiplique os seus rendimentos médios/venda por 36 e terá ideia do que poderá ganhar a mais, nos próximos doze meses, recorrendo a esta técnica. Julgo que não terá dúvidas sobre a sua utilidade.Bastarão três minutos e um selo por cada nota. ou ainda melhor uns segundos utilizando os recursos da Internet.
Aproveite o tempo que de outro modo estaria olhando para uma parede, à espera que alguém aparecesse. Comece a enviar as notas hoje mesmo, porque os resultados são imediatos. E neste caso, como acontece com todos os métodos que permitem alcançar o êxito na obtenção de novas oportunidades, a persistência é muito importante. Dez notas de agradecimentos por dia são trezentas por mês. É suficiente para melhorar bastante os seus resultados ao longo de uma época de vendas.
Jorge Neves
quarta-feira, 2 de julho de 2014
EM VENDAS APRENDA A RETOMAR UM CONTACTO
Quer queira que não, a repetição de contactos constitui uma parte essencial de muitas sequências de venda. A necessidade de um novo contacto surge quando, depois de você ter demonstrado o seu produto ou apresentado o seu serviço, o cliente não se decide a tomar a decisão. Em muitos casos, as suas razões são bastante válidas e não podem ser contrariadas. Pedem-lhe que deixe os catálogos, os cálculos e dizem que mais tarde contactarão consigo. Existem várias técnicas para superar muitas dessas causas de adiamento mas encontrará sempre algumas situações que só podem ser resolvidas num contacto ulterior. Se no seu caso é habitual repetir contactos, estude melhor os modos de obter vendas nessas condições.
Dividi este processo em várias partes para facilidade de estudo.
1. Prepare o caminho na entrevista anterior. Não tome qualquer atitude que comprometa o segundo contacto. Evite comprometer-se a telefonar para pedir a nova entrevista; é muito fácil ao cliente dizer à secretária que lhe marque a entrevista para o ano que vem. Na maior parte dos casos você pode simplesmente apresentar-se no local, apesar de ter sido forçado a marcar a entrevista da primeira vez.
2. Quando encontra um cliente pela segunda vez, sorria, cumprimente-o, repita o seu nome e o da empresas se houver alguma possibilidade de o cliente os ter esquecido, e não force um aperto de mão.
3. Comece por reunir os benefícios. O vendedor médio não procede deste modo. Em vez disso, começa por uma pergunta que permite uma resposta negativa e conduz imediatamente a uma impossibilidade de venda. Depois gasta o resto do seu tempo tentando desesperadamente insuflar vida no corpo morto. Como é que ele impossibilitou a venda?
Perguntando alguma coisa do género: «Bom, já tomou uma decisão?» A exigência imediata de uma decisão, sem primeiro recordar as concordâncias a que se chegou na conversa anterior, garante quase necessariamente uma derrota.
O profissional nunca faz uma pergunta deste tipo, preferindo outra via. Suponhamos que há uma semana fiz a demonstração de um piano à Sra. Manuela. Normalmente, prefiro fazer a demonstração simultaneamente ao marido e à esposa, mas neste caso era evidente que não seria possível que o esposo estivesse presente; tive portanto de trabalhar apenas com a esposa. Encontro a senhora pela segunda vez, e a primeira coisa que faço é voltar ao ponto onde fiquei na visita anterior.
«Sra. Manuela, penso que devo recordar o que já falámos. Concordámos em que o piano que prefere, o Swingsweet, fica bastante bem no sítio onde está a pensar colocá-lo, não é assim?»
«E concordámos também que a tonalidade e a qualidade geral do Swingsweet, apesar de não ser o nosso modelo mais caro, é mais do que suficiente para as suas necessidades, não é verdade?» A Sra. Manuela responde sim a ambas as perguntas, dado que já concordou com ambas na conversa anterior. Continuo.
«E concordámos que um dos aspectos mais interessantes de ter este piano em casa é que as suas crianças poderiam tirar proveito dos cinco anos de lições de piano que a senhora e o seu marido já pagaram.»
Dou-lhe uma possibilidade de dizer algo positivo sobre o assunto e depois continuo: «E pensamos que provavelmente trariam mais vezes os seus amigos a casa se tivessem um piano. Disse-me que gostaria de ter os seus filhos mais tempo em casa não é verdade?»
Ela tem de concordar com tudo isto, porque foi ela própria que me falou anteriormente no assunto. Evidentemente que quando o fez eu reconheci a vital importância, e tentei gravá-los na minha mente (muitos campeões de vendas não confiam suficientemente na sua memória para estas questões. Se necessitam de um segundo contacto, tomam nota de todas as razões do cliente, assim que terminam a primeira entrevista, revendo as suas notas antes de falarem com ele pela segunda vez).
Só depois de ter revisto todos os benefícios que a cliente espera através da compra do piano, só depois de ter invocado novamente todas essas razões positivas, volto ao ponto em que a última conversa terminou. Mas não peça ainda uma decisão. Em vez disso, foco a minha atenção no factor emocional negativo.
«Penso que de facto a única coisa que não discutimos adequadamente foi o facto de o seu marido se interessar tanto pelo investimento como a senhora, não é verdade?»
Que fiz? consegui que a cliente revivesse o estado emocional em que se encontrava no final da demonstração. Quando encontro a cliente pela segunda vez, se ela entretanto resolveu adquirir o piano interrompe-me para mo dizer. A Sra. Manuela está à espera que eu lhe diga algo do género:
«Bem, cá estou. Falou com Sr. Silva seu marido? Que disse ele sobre a compra do Swingstweet?» e planeou responder:
«Bom, infelizmente ele não concordou. Tenho muita pena - insisti bastante - mas julgo que teremos de esperar até ao ano que vem».
Ela e os filhos querem o Swingstweet. Podem pagá-lo. O meu trabalho consiste em ajudá-la a tê-lo, e não a facilitar que me mande delicadamente embora. Portanto, em vez de levá-la a dizer: «Tenho muita pena. Passe bem!» revejo as razões emocionais que a levam a desejar o piano. Se consigo mantê-la a conversar e a sentir emoções a propósito da disponibilidade de um piano para uso dos filhos e seus amigos, a cliente tentará encontrar por si própria uma resolução para o ter.
Diga a si mesmo
«A minha função, neste mundo, não é alimentar os sentimentos negativos dos outros; o meu objectivo é ajudá-los a obterem benefícios.»
Vejamos uma atitude vulgar nos vendedores que não conseguem obter grandes resultados: «Bom, cá estou. Pensou na minha proposta?»
Qual é a resposta que obtém quase sempre, a esta brilhante pergunta?
«Sim. Não». (Sim, pensamos no assunto; não, não querem o artigo)
Bastou um tiro. O vendedor está morto. Mais, foi ele que pôs a arma na mão do cliente.
Em contactos com empresas, tal como em contactos com compradores individuais, você tem de fazer um resumo dos benefícios sobre quais já concordaram na entrevista anterior. Deve restaurar o clima de consciência dos benefícios, que exista no encontro anterior. Quando se está numa actividade que normalmente obriga a segundas entrevistas, o campeão joga com um trunfo na manga... Deixa deliberadamente um benefício de fora na primeira apresentação, de tal modo que ao voltar para a segunda entrevista e depois de ter feito o resumo da conversa anterior, pode dizer qualquer coisa como:
«Sr. Costa quando nos encontrámos da última vez, discutimos os benefícios que a sua empresa obteria a partir da maior produtividade da nossa Olympus. Julgo que me esqueci de mencionar uma coisa, no nosso último encontro ,que julgo ser fundamental para a sua decisão. Sei que ultrapassamos o orçamento de que dispõe, mas gostaria que notasse o seguinte aspecto. Com a Olympus, não obterá apenas uma elevada taxa de produção. Podemos fornecer um mecanismo automático de alimentação, que aumentará a sua produção até oitenta por cento.»
Depois de largar esta «bomba» você passa à sequência do fecho:
Este método mais recente é fácil de utilizar não custa nada e não se gasta com o uso. No entanto é dos mais eficientes.
Por qualquer razão que ainda não compreendi, poucos vendedores o utilizam. Talvez não devesse ficar surpreendido. De facto só cerca de cinco por cento de todos os vendedores usam todas as técnicas possíveis, para ganharem mais dinheiro e trabalharem mais eficazmente. E só cinco por cento de todos os vendedores utilizam esta simples técnica regularmente.
Talvez não seja suficientemente directa - ou requeira algum esforço e um pouco de atenção.
Qual é a palavra mais importante para a profissão de vendas? Não é uma palavra que exprima um pedido. É, sim, a palavra OBRIGADO.
Exactamente, obrigado. Descobri isto já alguns anos atrás, quando comecei a escrever notas de agradecimento a muitas pessoas. Os resultados foras espectaculares. Deixe-me dar-lhe um exemplo. Quando recebi o meu primeiro salário, comprei um fato porque precisava urgentemente de roupa. Nos dias que se seguiram o pobre do fato gastou-se bastante. Depois colidiu com um pingo de óleo. Quando o mandei limpar, conseguiram dar-mo outra vez a tempo de poder levá-lo à minha entrevista seguinte. Escrevi portanto ao dono da lavandaria uma nota de agradecimento, que ele aproveitou para colar na caixa registadora juntamente com o meu cartão de apresentação. Três dias mais tarde recebi um telefonema de outro cliente da lavandaria que vira a minha nota. Essa chamada conduziu a uma venda volumosa. Além de ter ganho uma quantia memorável, o incidente ensinou-me uma lição.
Agradeça às pessoas. Por escrito. E faça-o imediatamente.
Os agradecimentos de viva voz são simpáticos, são necessários segundo as regras da cortesia, e por vezes são os únicos que se podem utilizar. Mas os agradecimentos orais raramente nos trazem mais clientes. Para isso, é necessário escrevê-los.
Não pense que a minha nota ao estabelecimento de limpeza a seco constituiu o único caso em que esta técnica deu resultados.
Trata-de de facto de uma técnica de um instrumento poderoso. Porque não o utilizar todos os dias?
Talvez a sua resposta a esta pergunta seja que não se lembra de ninguém a quem deva agradecimentos - todos aqueles com quem contacta fazem apenas o que é necessário e não existe razão para agradecimentos. Agradeça-lhes de qualquer modo. Se está agora a começar e ainda não tem clientela, envie uma nota de agradecimentos a todas as pessoas que encontrar. Tenha em conta que esta técnica serve para o tornar conhecido. Envie muitas mensagens; algumas delas terão resposta! Se você vende seguros ou propriedades, caso em que toda a gente poderá ser um cliente potencial, envie uma nota ao dono de uma loja que você frequente e habitualmente e a todas as outras pessoas cuja atenção você consiga atrair. Se vende camiões, seja mais selectivo. Seja qual for o seu produto, traga sempre consigo um conjunto de cartões com o objectivo de «olear» a sua «máquina de agradecimentos».
Suponhamos que você está a fazer prospecção, apresentando-se a potenciais interessados. Num dos casos, enquanto espera por alguém, você tem uma conversa agradável e breve com um executivo de uma empresa diferente daquela em cujas instalações se encontra.
Quando o executivo volta à sua própria firma, ter-se-á certamente esquecido de si. Mas se você lhe enviar uma nota de agradecimentos nesse mesmo dia?
Agradecimentos de quê? Pela agradável conversa que teve com ele. Se conseguir o seu nome e a empresa onde trabalha, durante a conversa, pode descobrir o endereço mais tarde.
No dia seguinte, qual será a primeira coisa que a secretária desse executivo lhe dará para ler? O seu cartão de agradecimentos. Você já pensou no reduzido número de cartões deste tipo que esse executivo recebe? A secretária entrará no gabinete dele, dizendo: «Está aqui uma nota de agradecimentos muito simpática. Mas não me lembro da pessoa...»
«Ah, sim recordo-me dele. Um sujeito simpático. Falei com ele ontem».
O modo como você actuará daí em diante depende obviamente da situação. Mesmo que a empresa onde esse executivo trabalha não se interesse pelo seu produto ou serviço, é muito provável que ele conheça executivos de muitas empresas a quem você possa servir. Vender não é uma função isolada, feita no vazio - é a malha que forma o tecido da nossa sociedade. Nenhum de nós pode prever ou compreender as complexas interacções que influenciam aqueles que compram e os produtos que compram. Mas podemos ter a certeza de que, quanto maior for o número de pessoas que têm simpatia por nós e que confiam em nós, maior será o nosso êxito nas vendas.
As notas de agradecimento são um instrumento extremamente poderoso. Utilize-as constantemente, de modo a aumentar a lista de pessoas que você conhece, que gostam de si e confiam em si - isto é, a lista dos seus potenciais compradores ou que pelo menos terão prazer em fornecer-lhe referências sobre outros possíveis compradores, sempre que puderem.
Vejamos algumas ocasiões em que nunca deve esquecer o envio de uma nota de agradecimentos:
Contactos
Sempre que conhecer alguém e houver uma troca de impressões mínima, sobre o seu produto ou serviço, envie-lhe uma nota de agradecimentos.
Repetição de contactos
Envie ao seu entrevistado uma nota de agradecimentos por tê-lo recebido, após cada visita.
Depois das demonstrações
Sempre que um seu cliente regular lhe permite apresentar-lhe um novo produto, envie-lhe também uma nota de agradecimentos.
Depois da compra
«Apenas uma nota de agradecimento por...e para lhe recordar que estou à sua disposição no caso de precisar dos meus serviços».
Em geral, é melhor evitar sugerir que o cliente pode ter algum problema com o produto comprado, mas deixe bem claro que podem contar consigo em caso de necessidade. E depois, evidentemente, seja rápido e enérgico na resolução de qualquer problema que possa surgir. Os vendedores com uma visão limitada tendem a fugir, quando os seus clientes têm problemas. São estes os vendedores que passam a vida no escritório e a mudar de emprego porque nunca conseguem consolidar uma clientela certa. O campeão tem uma atitude completamente diferente, em relação aos problemas que possam ocorrer relativamente ao produto ou serviço que fornece. Sabe que se tudo correr bem, o cliente dificilmente se recordará dele. Entra, vende o seu produto, sai e tudo acaba. Mas se ocorrer algum problema e este for enfrentado rapidamente e com êxito, o cliente lembrá-lo-á mais facilmente.
A melhor fonte de referências de novos clientes é o cliente cujos problemas você resolveu.
Depois de uma referência
Quando tenha ou não feito uma venda, uma nota escrita de agradecimentos à pessoa que lhe deu a referência é sempre essencial. Talvez você queira oferecer um jantar a esse cliente, por exemplo...
Por boa-vontade, para além do dever
Não se esqueça nunca daqueles que, em qualquer ocupação, fazem algo de agradável para si. Por exemplo, alguma vez convidou um cliente para almoçar ou jantar? Gostaria que o «maître» o tratasse com uma deferência especial quando você entra no restaurante com um cliente? Então envie-lhe uma nota de agradecimentos. Diga-lhe que ficou muito satisfeito com o seu serviço e que não esquecerá de voltar a esse mesmo restaurante assim que tiver uma oportunidade. Verificará que daí em diante será tratado lindamente sempre que fizer uma reserva de mesa ou durante uma refeição.
Gostaria ser a única pessoa que nunca tem de esperar pelo carro quando está a fazer uma revisão? Da próxima vez que trouxer o seu automóvel da garagem, escreva uma nota de agradecimentos ao responsável. «Meu caro, agradeço-lhe os óptimos serviços prestados, e a prontidão com que fui atendido. Fiquei extremamente satisfeito. Vou recomendá-lo a todos os meus amigos. Sinceramente...» Envie outro cartão ao dono da garagem.
Acredite que as notas de agradecimentos são muito importantes. É uma técnica bastante poderosa em vendas.
Você não se pode dar ao luxo de as omitir!
Jorge Neves
sexta-feira, 27 de junho de 2014
VENDAS - SEMPRE QUE ENCONTRA UMA ROCHA DURA, FURE ATÉ AO OUTRO LADO PORQUE VOCÊ É A SUA MELHOR MARCA
Venda uma pedra e conseguirá vendê-las todas.
Se um barco obtém mais peixe com a sua rede, você pode vender uma a todos os bacalhoeiros do porto.
Preocupa-o descobrir como pode ser convenientemente recompensado pelo trabalho que tem, para vender algo a um cliente? Comece por pensar no melhor modo de usar os novos conhecimentos que adquiriu. Venda a todos os que estão nesse negócio ou grupo de interesses. Por outras palavras, considere cada cliente como se fosse membro de um grupo especializado, ao qual você vai aprender a vender - porque é isso exactamente que ele é.
Se você usar o mesmo plano para vender «cachos» de coisas a «cachos» de pessoas em que irá gastar todo o dinheiro que ganha?
Use cartões de apresentação para atingir pessoas que nunca conheceu.
Quando se é novo na profissão, é habitual distribuir-se os cartões de apresentação aos milhares. Depois deixamos de o fazer porque já temos trabalho suficiente para continuar. Não compreendemos que muito desse trabalho se deve precisamente aos cartões de apresentação.
Quando estava na vida activa na venda de produtos alimentares para o canal Horeca, era meu hábito enviar um cartão sempre que pagava uma conta. Pensava que alguém haveria der abrir todos aqueles envelopes... Várias vezes recebi telefonemas de pessoas desde gestores de conta de seguros até quem tratava das cobranças da manutenção do carro a dizerem que queriam falar comigo, pois tinham familiares que necessitavam dos meus produtos.
Por várias vezes perguntei a essas pessoas como chegaram ao meu contacto. A resposta foi óbvia. Foi por via dos cartões que enviava.
Acredite numa coisa, o que ganhei satisfazendo as necessidades dessas pessoas bastou para comprar cartões por mais de vinte anos. A menos que você venda artigos ou serviços especializados, que interessam apenas a grupos definidos, não perca nenhuma oportunidade de enviar os seus cartões de apresentação a toda a gente que encontra no seu caminho...
Faça publicidade a si mesmo
Utilize este esquema sempre que for a locais públicos, durante os dias de trabalho. Faça-o com classe - cole, na sua pasta, frases impressas que chamem a atenção. Da próxima vez que estiver num restaurante olhe à sua volta. Quantas pessoas que estão sentadas necessitarão daquilo que você vende?
Em vez de se aborrecer enquanto espera, acalme-se, tente parecer simpático e segure casualmente a pasta de modo a poder ser vista. Imprima nela alguns «slogans» como «Aumente o Seu Dinheiro», o nome da sua empresa, se for bem conhecida, ou uma indicação do que você vende.
Um campeão de vendas sabe que as pessoas lerão este «anúncio» e algumas poderão interessar-se. Outras dirigir-se-ão a si: «oh, vejo que trabalha na...»
Sempre que isto acontece o campeão sorri e diz, ao mesmo tempo que entrega um cartão:«Sim, e certamente fez essa pergunta porque lhe interessam os nossos serviços». Outra coisa que o campeão sabe é que estes encontros casuais conduzem muitas vezes a relações comerciais que de outro modo nunca ocorriam.
Jorge Neves
domingo, 15 de junho de 2014
VENDAS - EM VENDAS TRABALHE COM TODOS OS COMPRADORES COMO SE FOSSEM MIL REFERÊNCIAS
Pensemos um melhor nesta questão. Suponha que faz apenas uma pequena venda numa dada semana. No entanto, fez um bom serviço ao comprador e obtém dele quatro referências pré-qualificadas.
Na segunda semana, você trabalha essas quatro referências e vende a percentagem que deve vender, ou seja cinquenta por cento. Consegue portanto duas vendas. De cada um desse novos compradores você obtém igualmente quatro referências. Durante a semana seguinte, a terceira semana, você trabalha com oito referências, vende a metade dessas pessoas contactadas e portanto consegue quatro vendas.
Pegue num lápis por favor e faça os seus próprios cálculos porque este assunto tem uma enorme importância para si.
Suponhamos portanto que você trabalha numa casa de electrodomésticos. Surge um novo produto de óptimas características, com um preço de 80 Euros. Você ganha 10 por cento - 8 Euros - em cada unidade vendida.
Existe qualquer coisa neste produto que o leva a tentar ir mais longe.
Vejamos então quais serão os seus resultados ao fim de três semanas:
SEMANA VENDAS PISTAS GANHOS
1 1 2 8(euros)
2 2 4 16(euros)
3 4 8 32(euros)
Não parece muito impressionante, não é verdade? Você esforçou-se durante três semanas e o total ganho não é significativo?
Mas gostaria que fizesse o seguinte: Pegue num lápis e desenhe o que aconteceria se duplicasse as vendas desse artigo em cada uma de dez semanas consecutivas, obtendo quatro referências de cada comprador e conseguindo vendas a duas das pessoas referenciadas na semana seguinte. Por outras palavras, continue o raciocínio que estou a desenvolver até atingir as dez semanas .
Bastar-lhe-à um minuto para este cálculo.
Você vai provavelmente necessitar de uma máquina calculadora para verificar os seus números, pois obtém resultados surpreendentes.
Em vez de lhe apresentar aqui as respostas e estragar o seu divertimento, limito-me a dizer-lhe uma coisa: se conseguir pôr em prática este esquema durante dez semanas, mantendo em seguida as suas vendas ao nível da décima semana, os seus rendimentos elevar-se-iam a um quinto de um milhão de euros num ano.
Não lhe parece interessante?
Não é evidentemente realista planear a venda de tantas unidades semelhantes. Mas você poderia obter estes resultados vendendo outros modelos, incluindo alguns que custassem dez vezes mais.
Este exemplo ilustra o enorme efeito multiplicador das pistas referenciadas. Utilize esta ideia. Porquê satisfazer-se com apenas um comprador, deixando-o - juntamente com o seu grande número de amigos e conhecidos - sair do seu gabinete com apenas um dos seus produtos? Investigue um pouco. Entre os seus amigos,familiares e colegas você encontrará certamente várias pessoas que necessitam daquilo que você vende.
Se você é novo nesta profissão, não pode começar imediatamente a trabalhar com referências - deve esperar pelo menos até conseguir a primeira venda. A maior parte dos vendedores recentes preocupam-se tanto com a realização de cada venda que se esquecem do grande número de possibilidades que uma simples venda lhes pode oferecer.
Acrescentos.
Um outro sistema para aumentar o seu volume de vendas envolve um certo grau de imaginação. Pense continuamente em modos de acrescentar acessórios e produtos adicionais aos artigos vendidos, e em modos de descobrir diferentes usos para o seu produto ou serviço, para o mesmo cliente. Mantenha esta pergunta na sua cabeça:
Como posso acrescentar alguma coisa àquilo que a minha clientela já possui?
Se você vende a empresas e consegue colocar um dos seus produtos no departamento de exportações de uma delas, dá por terminada a sua tarefa? Ou continua a dar apoio a esse departamento, tentando obter uma referência para a secção de contabilidade, ou para o departamento de produção? Evidentemente, tudo depende do seu produto ou serviço, mas oiço muitas vezes falar de vendedores que trabalham com equipamentos que poderiam ser utilizados por muitos departamentos de qualquer empresa. Mas quando conseguem vender a um único, esquecem o resto da firma.
Existe uma regra fundamental que deve reter:
Nunca tente repetir uma venda na mesma empresa sem ter terminado a venda inicial
Se entro numa loja para comprar um aspirador, não quero discutir o fantástico misturador de sumos que tanto lhe agrada até ter resolvido o meu problema de limpar a sujidade. Só depois de tal acontecer, você tem uma possibilidade de despertar a minha curiosidade pelo outro artigo. Mas não pense em falar em misturadores de sumos antes de eu ter comprado o melhor aspirador que você possui.
A pessoa que trata do meu seguro é dos melhores vendedores que conheço. Nunca menciona o que planeia fazer-me até o ter feito. Então, um momento depois do fecho da venda, começa a preparar-me para o que vai acontecer no futuro.
O que é divertido é que quando as pessoas gostam de nós e confiam em nós, podemos actuar deste modo. Da última vez que o meu segurador ampliou um pouco a minha apólice, sorriu e anunciou-me: «Voltarei a vê-lo dentro em pouco».
A tinta ainda não tinha secado no meu cheque. Olhei-o durante alguns momentos e disse-lhe: «Não quero tornar a vê-lo tão depressa».
Ele riu e perguntou: «O quê? Vai deixar de melhorar a sua situação?»
Tive de me rir também, porque evidentemente tenciono continuar a melhorar dentro das possibilidades, o meu esquema de segurança. Este pequeno exemplo leva-nos a concluir que à medida que atinjo os meus objectivos e decido quais serão os seguintes, ajudo-o a atingir os actuais dele - e a definir outros novos. Não será este tipo de relação que você desejaria ter com os seus clientes? Pode fazê-lo propondo novos produtos ou serviços depois de ter resolvido um problema do seu cliente.
Jorge Neves
Em vez de lhe apresentar aqui as respostas e estragar o seu divertimento, limito-me a dizer-lhe uma coisa: se conseguir pôr em prática este esquema durante dez semanas, mantendo em seguida as suas vendas ao nível da décima semana, os seus rendimentos elevar-se-iam a um quinto de um milhão de euros num ano.
Não lhe parece interessante?
Não é evidentemente realista planear a venda de tantas unidades semelhantes. Mas você poderia obter estes resultados vendendo outros modelos, incluindo alguns que custassem dez vezes mais.
Este exemplo ilustra o enorme efeito multiplicador das pistas referenciadas. Utilize esta ideia. Porquê satisfazer-se com apenas um comprador, deixando-o - juntamente com o seu grande número de amigos e conhecidos - sair do seu gabinete com apenas um dos seus produtos? Investigue um pouco. Entre os seus amigos,familiares e colegas você encontrará certamente várias pessoas que necessitam daquilo que você vende.
Se você é novo nesta profissão, não pode começar imediatamente a trabalhar com referências - deve esperar pelo menos até conseguir a primeira venda. A maior parte dos vendedores recentes preocupam-se tanto com a realização de cada venda que se esquecem do grande número de possibilidades que uma simples venda lhes pode oferecer.
Acrescentos.
Um outro sistema para aumentar o seu volume de vendas envolve um certo grau de imaginação. Pense continuamente em modos de acrescentar acessórios e produtos adicionais aos artigos vendidos, e em modos de descobrir diferentes usos para o seu produto ou serviço, para o mesmo cliente. Mantenha esta pergunta na sua cabeça:
Como posso acrescentar alguma coisa àquilo que a minha clientela já possui?
Se você vende a empresas e consegue colocar um dos seus produtos no departamento de exportações de uma delas, dá por terminada a sua tarefa? Ou continua a dar apoio a esse departamento, tentando obter uma referência para a secção de contabilidade, ou para o departamento de produção? Evidentemente, tudo depende do seu produto ou serviço, mas oiço muitas vezes falar de vendedores que trabalham com equipamentos que poderiam ser utilizados por muitos departamentos de qualquer empresa. Mas quando conseguem vender a um único, esquecem o resto da firma.
Existe uma regra fundamental que deve reter:
Nunca tente repetir uma venda na mesma empresa sem ter terminado a venda inicial
Se entro numa loja para comprar um aspirador, não quero discutir o fantástico misturador de sumos que tanto lhe agrada até ter resolvido o meu problema de limpar a sujidade. Só depois de tal acontecer, você tem uma possibilidade de despertar a minha curiosidade pelo outro artigo. Mas não pense em falar em misturadores de sumos antes de eu ter comprado o melhor aspirador que você possui.
A pessoa que trata do meu seguro é dos melhores vendedores que conheço. Nunca menciona o que planeia fazer-me até o ter feito. Então, um momento depois do fecho da venda, começa a preparar-me para o que vai acontecer no futuro.
O que é divertido é que quando as pessoas gostam de nós e confiam em nós, podemos actuar deste modo. Da última vez que o meu segurador ampliou um pouco a minha apólice, sorriu e anunciou-me: «Voltarei a vê-lo dentro em pouco».
A tinta ainda não tinha secado no meu cheque. Olhei-o durante alguns momentos e disse-lhe: «Não quero tornar a vê-lo tão depressa».
Ele riu e perguntou: «O quê? Vai deixar de melhorar a sua situação?»
Tive de me rir também, porque evidentemente tenciono continuar a melhorar dentro das possibilidades, o meu esquema de segurança. Este pequeno exemplo leva-nos a concluir que à medida que atinjo os meus objectivos e decido quais serão os seguintes, ajudo-o a atingir os actuais dele - e a definir outros novos. Não será este tipo de relação que você desejaria ter com os seus clientes? Pode fazê-lo propondo novos produtos ou serviços depois de ter resolvido um problema do seu cliente.
Jorge Neves
quarta-feira, 4 de junho de 2014
VENDAS - FAÇA A COISA MAIS PRODUTIVA A CADA MOMENTO
O produto ou serviço que você vende e o local onde trabalha são menos importantes do que as suas técnicas, a sua distribuição do tempo de trabalho e a sua determinação em fazer a coisa mais produtiva em cada momento no sentido de organizar, planear e aproveitar todas estas coisas boas. Se transformar todos estes hábitos do campeão de vendas, em hábitos seus, você transformar-se-á num campeão. Terá o prestígio, o dinheiro, o reconhecimento e a auto-consideração que todos os campeões de vendas têm.
Muitos de nós queremos encontrar razões para não o fazermos. Quando ouvimos falar de um vendedor que dispõe de rendimentos muito elevados, a nossa tendência é dizer: «Certamente vende produtos bastante caros».
Mas a verdade é que isto só acontece raramente. Não existem muitos compradores para artigos excessivamente caros. A maior parte daqueles que ganham bastante dinheiro em vendas ocupam-se de produtos ou serviços
vulgares: seguros, automóveis, apartamentos e muitos outros que não são exageradamente caros. Claro que não vendem pastilhas elásticas ou sacos de plástico...
Independentemente do preço do seu produto, você pode usar os segredos dos super-campeões. Estou a falar agora dos grandes vendedores que às vezes ganham numa semana aquilo que o vendedor médio ganha num ano.
Transforme poucos euros em muitos
Os bons vendedores os campeões, combinam todas as técnicas de vendas que adquiriram para construir uma base de referência estruturando uma engrenagem que contém uma dinâmica própria. O vendedor médio tem dificuldades em obter referencias das pessoas a quem vender; o bom vendedor consegue muitas vezes essas referências após uma curta conversa telefónica com pessoas que nunca viu. O bom vendedor pagou o preço da aquisição destas potencialidades e tem a confiança necessária para as usar do modo mais eficaz e possível.
«Nada tem tanto êxito como o êxito», escreveu Alexandre Dumas há mais de cem anos, e as suas palavras nunca foram tão verdadeiras como hoje. Para ter êxito, reúna as potencialidades e os conhecimentos que constituem os instrumentos do êxito. Depois use-os.
Tendo feito isso, estará pronto a usar todos os sistemas que aumentam os valores que está habituado a usar.
Multiplicar o dinheiro. As pessoas que se interessam pelo seu produto estão de rodeadas de outras que têm as mesmas aspirações, interesses e possibilidades financeiras. Cada pessoa a quem você vende pode ser multiplicado por um certo número dos seus amigos , que são potenciais interessados naquilo que você vende.
Num clima normal de prosperidade económica, uma família de classe média possui mais do que um automóvel, mas a maioria dos vendedores deixa de insistir quando vende a cada família um único carro. Porquê? Porque tem o seu trabalho organizado em função unicamente das pessoas que entram na sua sala de demonstrações. O conceito de que cada comprador é uma fonte de referências para mais vendas é-lhes estranho. No entanto, o campeão trabalha com os seus compradores e multiplica cada venda por um factor de dois-três-cinco e por vezes até por dez ou mais, ao longo de um certo tempo.
O aluguer é uma outra actividade com um potencial explosivo em termos de multiplicação de efeitos. Por exemplo, a partir de uma viatura alugada a um indivíduo, é possível alugar vários carros a diversos associados dessa pessoa, e depois a amigos de cada um desses associados. E num dado momento, você consegue alugar toda uma frota de automóveis porque gosta de prestar serviços, tem pensamento largo e faz as perguntas certas. Não esqueça o seguinte:
Se compra um, o cliente ou os seus amigos comprarão mais.
É você que tem de ter todo o trabalho, evidentemente. Tem de trabalhar com eles, garantir que fiquem satisfeitos com o serviço e resolver todos os problemas rapidamente.
Termino como comecei:
Em vendas faça a coisa mais produtiva a cada momento.
Jorge Neves
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