sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

GESTÃO E LIDRANÇA - LÍDERES


 É possível formar as pessoas para serem verdadeiros líderes - ou os melhores líderes já o  são à nascença?

 Para alguns, a questão de os líderes nascerem assim ou serem construídos é puramente intelectual - um estímulo para um bom debate numa sala de aula ou num jantar. Mas  o que  me parece mais plausível e para todas os profissionais  com cargos na linha da frente que exercem poder para recrutar, promover e despedir, a questão "Quem tem o que é preciso para ser líder'" é, sem dúvida, mais urgente. Acertar na resposta pode motivar  a cultura e o desempenho de uma organização até níveis completamente novos. Errar a resposta pode também ter o mesmo efeito - mas em sentido descendente.
  Então, qual é a resposta? Uma vez que estamos a falar da vida real, é claro que não é simples nem direta.
  A verdade é que algumas características da liderança são natas e são colossais. São de extrema importância. Por outro lado, duas características-chave de liderança podem ser desenvolvidas com formação e experiência - aliás é necessário que o sejam.
 Porem, vou falar um pouco sobre a minha definição de liderança. A liderança inclui cinco características essenciais. A propósito, estas características não têm a ver com a integridade, que é uma exigência em qualquer cargo de liderança, nem inteligência, que é, de igual modo, um bilhete de acesso ao jogo no complexo mundo e mercados globais dos nossos dias. Nem a maturidade emocional, outra necessidade. Estas três características são básicas - são essenciais.
 Então vamos para alem delas. Pela minha experiência, a primeira característica essencial de liderança é ENERGIA POSITIVA - capacidade de trabalhar-trabalhar-trabalhar com uma vitalidade saudável e uma atitude otimista nos bons e maus momentos. A segunda é a capacidade de ESTIMULAR os outros, libertando a energia positiva de todos, a fim de enfrentar qualquer obstáculo. A terceira característica é a capacidade de ARRISCAR - de tomar decisões difíceis, de dizer sim ou não, nunca talvez. A quarta característica é o talento para executar - muito simplesmente, conseguir que as coisas sejam feitas. Em quinto e último lugar, os líderes têm paixão. Interessam-se profundamente. Suam, acreditam.
 Como se percebe , a energia positiva e a capacidade de  estimular são intrínsecas. Basicamente, fazem parte da personalidade. Da mesma forma, a paixão parece ser inata. Alguns parecem nascer munidos de intensidade e de curiosidade; por natureza amam as pessoas, a vida e o trabalho. Está dentro deles. É o seu próprio ser.
 As capacidades de arriscar e  de executar  são diferentes. Os recém-contratados raramente demonstram estas características e até os gestores intermédios tiram benefícios da formação nestas duas áreas. Mas o melhor professor para estas duas características é uma guerra de trincheiras. Isto porque as capacidades de arriscar e de executar são, em grande medida, qualidades que nascem com a  autoconfiança. Consegue dizer-se sim ou não com muito mais à vontade depois de tê-lo feito várias vezes e de ter visto como ser-se decidido tomar decisões funciona bem. De igual modo, só perante desafios verdadeiros é que  os gestores lideres conseguem realmente sentir o poder e agir rapidamente, de exigir responsabilidades e de recompensar resultados. Podem também sentir como é prejudicial não executar - um erro que a maioria dos líderes eficazes não comete duas vezes.





 Jorge Neves

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